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BINA48: conheça a primeira robô que vai dar aula em universidade

9 de novembro de 2018

por: MKT Positivo

Será que um dia um robô vai ser capaz de dar aulas em uma universidade? A resposta é “sim” e isso já aconteceu nos Estados Unidos. A responsável pela façanha é a BINA48, uma autômata criada com essa finalidade e a primeira experiência foi um sucesso.

BINA48 é uma sigla para Breakthrough Intelligence via Neural Architecture 48 – algo como “Inteligência Arrasadora via Arquitetura Neural 48″. Ela foi criada em 2010 pela Hanson Robotics e já foi notícia no mundo inteiro ao se tornar a primeira robô capaz de concluir uma matéria em um curso de graduação. O fato ocorreu na Universidade Notre Dame de Namur, na Califórnia, na disciplina de Filosofia do Amor.

As aulas da BINA48

O novo fenômeno envolvendo a robô BINA48 aconteceu na Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos. Lá, ela ajudou a ministrar aulas de ética e filosofia ao lado do professor William Barry e de seu assistente Scott Parsons. A ideia por trás do experimento era a seguinte: descobrir se uma inteligência artificial era capaz de compreender conceitos complexos e explicá-los para os estudantes.

®TWITTER/BINA48

Para a alegria dos desenvolvedores – e dos alunos – o teste foi bem-sucedido. Além de conseguir tirar dúvidas dos estudantes, a inteligência artificial foi capaz de dar respostas bem-humoradas e de fácil compreensão. Segundo reportagem publicada no jornal Daily Mail, cerca de cem estudantes participaram das aulas.

A BINA48 nada mais é do que uma inteligência artificial disposta dentro de um busto, com o rosto de uma mulher. Em um primeiro momento, é um pouco assustador vê-la “com vida”, explicando conceitos complexos sobre os mais variados assuntos, mas com um pouco mais de tempo de observação não é difícil compreender o tamanho do avanço tecnológico que ela representa.

Como a BINA48 funciona? Algumas curiosidades

A empreendedora Martine Rothblatt, uma executiva milionária especialista em comunicação via satélite e biotecnologia, usou a sua esposa – Bina Aspen Rothblatt – como inspiração para a criação da robô. De início, foram utilizadas as redes sociais, as memórias, as crenças e os pensamentos dela para dar início ao banco de dados.

Dessa forma, BINA48 pôde expressar as suas primeiras opiniões e interagir em conversas, como se fosse uma pessoa real. Segundo os desenvolvedores, foram mais de 100 horas de informação compiladas para se chegar a esse nível de inteligência. A empreendedora é adepta de ideais de transhumanismo e foi uma das incentivadoras do projeto. O custo de desenvolvimento da robô foi de cerca de US$ 125 mil (o equivalente a R$ 470 mil) e levou três anos para que ela fosse construída.

O trabalho humanitário de Martine Rothblatt é conhecido de longa data. Na década de 90, ela deixou uma das empresas que havia fundado – a Satellite CD Radio – para criar a United Therapeutics, uma empresa de biotecnologia que atua na pesquisa de remédios para doenças raras. Ela foi motivada a essa decisão após sua filha ser diagnosticada com hipertensão pulmonar.

O único remédio que havia disponível para esse tipo de tratamento tinha a patente sob a posse de um grupo, que não tinha interesse em lançá-lo comercialmente. A empresa recém-criada por Rothblatt comprou a patente, salvando assim a filha dela bem como a vida de outros pacientes que dependiam dessa invenção.

Martine Rothblatt, que aos 40 fez uma cirurgia de redesignação sexual, advoga pelos direitos dos transgêneros nos EUA. Além disso, ela criou ainda o Terasem Movement, uma espécie de filosofia religiosa que defende a imortalidade da alma por meio da tecnologia. BINA48, nesse caso, funciona como uma representação física desse ideal, transformando memórias conscientes de uma pessoa em algo digital, preservando-as para gerações futuras.

Fonte(s): Daily Mail