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Testes de desempenho: por que são importantes e como fazer?
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Testes de desempenho: por que são importantes e como fazer?

Postado por Author Positivo Tecnologiaem 4 de julho de 202314 de junho de 2023
Testes de desempenho: por que são importantes e como fazer?

Os testes de desempenho ajudam a definir se os usuários do sistema terão ou não uma boa experiência. Logo, submeter um software a uma bateria de procedimentos vai dizer se ele consegue, por exemplo, permanecer responsivo diante de uma grande quantidade de acessos simultâneos.

Neste conteúdo, explicaremos a importância dos testes de desempenho. Além disso, vamos mostrar alguns dos principais testes executados, explicando as suas principais etapas para que a aplicação chegue aos usuários do modo mais funcional e útil possível. Boa leitura!

Por que os testes de desempenho são importantes?

Depois que uma solução é vendida ao público, sempre haverá o risco de bugs. Por isso os testes de desempenho são tão importantes, já que, por meio deles, vários pontos são checados, como a capacidade do sistema de suportar uma determinada quantidade de acessos ao mesmo tempo.

Outro aspecto considerado nos testes de desempenho é a inconsistência da solução entre plataformas diferentes. Em outras palavras, o comportamento ou a aparência do sistema muda de modo expressivo entre uma plataforma e outra, incluindo ambientes, dispositivos e sistemas operacionais.

Alguns possíveis motivos para essas inconsistências são:

  • diferenças entre as APIs;
  • configurações de sistema;
  • recursos de hardware;
  • bibliotecas disponíveis;
  • diretrizes de design de cada uma das plataformas.

Para os usuários não terem esse tipo de problema, é muito importante fazer testes abrangentes em vários ambientes e sistemas operacionais durante o seu desenvolvimento. Realizar essa verificação antes de o resultado final chegar nas mãos dos usuários diminui o risco de uma experiência ruim, que pode prejudicar a imagem da empresa e afetar a sua receita.

Identificação de gargalos de desempenho

Para um usuário, uma das coisas mais desejadas é um sistema de resposta rápida, mas é preciso saber, por exemplo, até quantos acessos simultâneos a aplicação permite sem que a sua responsividade seja afetada. É importante destacar que nem toda solicitação do usuário terá uma resposta rápida, considerando o grau de complexidade de cada uma.

Essa otimização toma por base a psicologia do ser humano. Explicando melhor, se uma pessoa tolera cinco segundos de espera para o sistema responder, ela vai ficar irritada se for entregue um produto que responde em mais tempo. Portanto, tanto a aplicação quanto as preferências dos usuários são consideradas nessa identificação dos gargalos de desempenho.

Para você ter uma ideia mais precisa, em um sistema on-line em que os usuários fazem muitas tarefas simultaneamente, o tempo de resposta, na maior parte do tempo, deve ser de, no máximo, um segundo. Essa consistência é mensurada em vários ciclos de teste.

Quando a carga do sistema cresce (ou seja, a quantidade de usuários simultâneos aumenta), a equipe de desenvolvimento precisa encontrar os gargalos — ou bottlenecks. Em geral, esses gargalos podem estar:

  • na aplicação;
  • no banco de dados;
  • no sistema operacional;
  • na rede de dados.

Além do tempo de resposta longo, outro possível bottleneck é o alto consumo de recursos de hardware, como memória e CPU de computadores e notebooks. Se uma empresa trabalha com uma certa velocidade de processamento de dados, um sistema assim, com certeza, vai prejudicar a sua operação, podendo afetar a experiência dos clientes e a lucratividade do negócio.

Otimização de código

Otimizar o código requer, primeiramente, identificar os bottlenecks da aplicação. Na prática, uma das formas de melhorar o desempenho é usar algoritmos de tempo linear ou logarítmicos, pois ambos rodam mais rápido em comparação, por exemplo, a um código de busca sequencial, cuja complexidade de tempo é O(n).

Melhoria da experiência do usuário

Um dos piores cenários para o usuário é quando o sistema fica fora do ar por causa de um pico de acessos. Nesse caso, existe um problema de escalabilidade, o que reduz a propensão desse sistema de permanecer funcional e útil aos usuários por muito tempo.

Redução de custos a longo prazo

Se um sistema não exige muito do hardware, a tendência é a troca dos equipamentos demorar mais para acontecer, o que ajuda a reduzir os custos de longo prazo. Além disso, se a aplicação é escalável, ela não vai precisar ser trocada quando a empresa tiver um volume maior de operações.

Por mais que o investimento presente possa ser alto, o negócio e os usuários sentirão o quanto esse sistema é benéfico em termos de custos. Vale, ainda, destacar que os testes de desempenho contribuem para a redução de custos na manutenção desses sistemas. Logo, o usuário não vai ficar um longo tempo sem manusear a aplicação — e, assim, vai ser mais produtivo.

Quais são os principais tipos de testes existentes?

Existem muitos testes de desempenho, mas, nos tópicos seguintes, vamos focar em quatro dos principais: carga, estresse, volume e escalabilidade. Acompanhe!

Testes de carga

Durante o desenvolvimento, é preciso submeter o software a determinadas cargas e ver se ele mantém a sua responsividade. Na prática, a ideia é saber como o sistema se comporta com acessos concorrentes, sobrecarga de recursos e processamento interno.

Como não existem usuários reais para acessar a aplicação ao mesmo tempo, são usados os chamados usuários virtuais simultâneos, ou VUs, que são responsáveis por executar diferentes cenários de uso em paralelo.

As principais etapas do teste de carga são:

  • definição de cenários: pode incluir, por exemplo, a execução de transações em uma aplicação web ou o envio de solicitações de serviço em um sistema de backend;
  • configuração de carga: consiste em definir o número de VUs, a taxa de chegada das transações, o tempo de resposta esperado e outros parâmetros relevantes;
  • execução do teste: durante o teste, o sistema é monitorado, de modo que vários dados são coletados, como tempo de resposta, uso de recursos e taxa de erros.

Testes de estresse

Os testes de estresse são usados para avaliar o comportamento de um software em condições extremas de uso. Diferente do teste de carga, ele tem o objetivo apenas de verificar como a aplicação se comporta diante de um número previsível de usuários.

Além de ser realizado em um ambiente controlado, o teste de estresse busca avaliar se o sistema tem poder de recuperação em uma condição extrema de carga ou estresse.

Testes de volume

O objetivo geral do teste de volume é saber como o sistema se comporta quando está lidando com muitos dados. Isso envolve não só o processamento, mas também o armazenamento e a transmissão desses registros, incluindo tanto a operação normal quanto os cenários cujo o volume de dados é mais significativo.

Alguns tipos de sistemas que devem ser submetidos ao teste de volume são:

  • sistemas de gerenciamento de bancos de dados;
  • sistemas de armazenamento em nuvem;
  • plataformas de processamento em tempo real;
  • aplicativos de comércio eletrônico.

Testes de escalabilidade

Os testes de escalabilidade avaliam o software tanto do ponto de vista horizontal quanto vertical. No primeiro, é considerada a distribuição da carga de trabalho em várias máquinas, e, no segundo, a adição de mais recursos de hardware em apenas uma máquina. A ideia é verificar se o software atende corretamente às demandas crescentes de usuários, volume de dados e processamento.

Como fazer os testes de desempenho?

Confira, a seguir, os principais passos a serem realizados na hora de fazer um teste de desempenho!

Escolha as ferramentas de teste

Essa é uma escolha que vai depender do tipo de software que está em teste, do ambiente de execução, do orçamento disponível e das necessidades específicas do projeto. Além disso, as ferramentas que serão usadas devem ser flexíveis e escaláveis, tendo em vista que é preciso lidar com diferentes cenários e cargas de trabalho.

Na prática, essas ferramentas devem permitir scripts personalizados, para que seja possível simular diferentes interações e comportamentos dos usuários. Outro ponto importante na escolha da ferramenta de teste de desempenho é a sua facilidade de uso, bem como a capacidade de gerar relatórios e visualizações que facilitem a análise dos resultados.

Defina as métricas de desempenho

Algumas das principais métricas adotadas nos testes de desempenho são:

  • tempo de resposta: costuma ser medido em milissegundos e pode ser dividido em tempo de resposta médio, máximo e mínimo;
  • taxa de transferência: mede a quantidade de dados que pode ser transmitida entre os sistemas e os usuários em um intervalo de tempo específico, sendo medida em bytes ou transações por segundo;
  • concorrentes: são os usuários simultâneos do sistema que não afetam o desempenho, e é usado para verificar o quanto a aplicação é escalável.

Crie cenários de teste realistas

Dependendo do software testado, os cenários precisam condizer com o seu uso real. Isso significa, entre outras coisas, saber o número de usuários simultâneos e os tipos de transações que serão executadas. Também é importante capturar dados reais do sistema em uso, incluindo logs de acesso, transações gravadas ou dados de histórico, por exemplo.

Analise os resultados

O tipo de software tem relação direta com aquilo que a análise considera como resultado satisfatório ou não. Além disso, as métricas escolhidas devem ser consideradas nesse processo, para que seja feita uma comparação entre o esperado e o obtido no teste de desempenho.

Por exemplo, é importante analisar como essas métricas variam à medida que a carga de trabalho aumenta. É fundamental, nesse caso, identificar se o sistema se comporta de modo linear, se existem pontos de saturação ou limitações específicas em termos de escalabilidade.

Como vimos, os testes de desempenho são essenciais para os usuários terem uma boa experiência com uma aplicação específica. Nós, da Positivo, temos máquinas modernas e úteis para o seu negócio, ajudando a executar as atividades do dia a dia com o máximo de eficiência.

Quer saber mais sobre a performance das nossas máquinas? Entre em contato e conheça as nossas soluções para a sua empresa!

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