O que é revolução digital para você? Dos robôs descontrolados de “Uma Odisseia no Espaço” (1968) às sedutoras “mulheres-máquinas” de “Ex Machina” (2015), o cinema já idealizou a interação de homens e computadores de diversas formas.

Embora seja muito diferente do que é retratado em Hollywood, o processo que estamos vivendo atualmente diz respeito à transformação da sociedade por meio da Inteligência Artificial, computação cognitiva e Internet das Coisas — algo que promete ressignificar o mundo dos negócios em poucos anos.

Sua organização já adaptou a infraestrutura de TI para receber a era da informação digital?

O mundo na era digital de drones, impressoras 3D e objetos interconectados

Em uma fábrica de calçados, máquinas interconectadas fazem a gestão automática do processo de produção, trocando comandos entre si, detectando imperfeições e procedendo às correções ali mesmo, em tempo real. Na linha de montagem, microdispositivos sabem até mesmo o torque exato de cada peça a ser montada. Mas isso é só o começo da revolução digital.

Em uma indústria de brinquedos próxima dali, a concepção dos novos produtos é feita sem que uma unidade sequer seja fabricada. Isso é possível graças aos chamados “gêmeos digitais”, simulações virtuais que:

  • diminuem erros de planejamento,
  • reduzem custos de produção e
  • fazem com que não seja mais necessário gastar tempo e dinheiro com protótipos.

Poderíamos também citar exemplos no agronegócio (com a gestão eletrônica do plantio e o uso de máquinas sem condutores); no setor de serviços (com os assistentes pessoais virtuais — VPA); ou, ainda, nos serviços financeiros (com os pagamentos via celular — NFC, Near Field Communication — e as transações por criptomoedas).

Nada disso é cena de filme, é o presente da chamada Indústria 4.0.

Segundo a Cisco, o tráfego de dados nessa era de revolução digital vem aumentando em escala inimaginável, com estimativa de que cheguemos a 2019 na casa dos 292 Exabytes anuais. Para ficar mais claro, esse montante é cerca de 10 vezes maior do que o volume trafegado em 2016 (30 Exabytes) e seria o equivalente a 6 trilhões de vídeos assistidos no YouTube.

Impulsionado por tecnologias físicas, biológicas e digitais, o mundo nunca mudou tão rápido como nessa “era digital”. O problema é que muitos empresários e gestores ainda não compreenderam a seriedade da questão e o quanto seu negócio pode ser colocado em xeque se a infraestrutura de TI não for preparada para esse enxame de inovações.

Computação em nuvem, mobilidade, Big Data e Internet das Coisas: os 4 pilares da era da informação

A revolução digital ocorre em um efeito em cadeia, que se inicia com o avanço da mobilidade e das tecnologias wireless (só no Brasil, existem hoje cerca de 240 milhões de linhas ativas).

O aprimoramento da infraestrutura de dados móveis no país e o deslocamento das informações pessoais/corporativas do ambiente local para a nuvem multiplicaram a quantidade registros que transitam pela web, oferecendo às empresas um valioso patrimônio documental de clientes e, muitas vezes, da própria concorrência.

Esse foi o prenúncio da eclosão de mais uma tecnologia indispensável para nossa era digital, a análise de grandes dados (ou Big Data, em inglês).

O chamado Big Data passou a ser, ao mesmo tempo, uma ciência e uma ferramenta, que ganhou ainda mais importância com a crescente tendência de conectar dispositivos diversos (Internet das Coisas), formando um grande ecossistema digital nas organizações e até mesmo nas residências.

E muitas companhias entenderam bem como usar os 4 pilares “nuvem, mobilidade, Big Data, IoT” em favor do negócio.

Uma famosa rede nacional de supermercados, por exemplo, criou um sistema que captura dados dos clientes cadastrados, tanto nos pedidos via web quanto no registro das mercadorias no caixa.

Além disso, esse software também monitora a frequência de comparecimento de cada cliente às lojas da rede, identificando os consumidores que “sumiram” das gôndolas do supermercado.

De posse dessa lista de clientes perdidos, bem como de suas respectivas preferências pessoais, a aplicação formula e dispara automaticamente cupons de descontos personalizados, com abatimento de até 80% nos produtos favoritos de cada consumidor.

Com isso, a rede reduziu drasticamente suas taxas de churn, ampliou seu faturamento e ganhou ainda mais espaço no segmento. Isso é usar a revolução digital em prol do crescimento do negócio.

As dificuldades das empresas brasileiras na era da informação

O maior desafio das organizações nacionais nessa era digital é modernizar seu parque tecnológico de base para implementar soluções fundamentadas em computação cognitiva, IoT e Big Data.

Afinal de contas, como querer levar para dentro de sua dinâmica corporativa uma aplicação que trate grandes volumes de dados, se sua empresa sequer tem computadores com boa capacidade de processamento?

Lembra de que falamos mais acima sobre os gêmeos digitais? Pois bem. Segundo reportagem recente da Revista Exame, o custo de fazer um ajuste enquanto o projeto ainda não saiu do papel (sem produção real) pode ser entre 100 e 1.000 vezes menor do que quando as primeiras unidades já estão sendo fabricadas.

Além disso, concluir qual a quantidade de matéria-prima necessária para produzir 1 tonelada de determinada peça pode levar mais de 1 ano. Com as simulações baseadas em realidade virtual, esse prazo pode cair para apenas alguns dias.

Fundamental para dominar o mercado, certo? A questão é que essa revolução digital no Brasil ainda é dificultada pelo obsoletismo do parque tecnológico das corporações.

Você deseja ver sua organização na vanguarda da inovação, tendo na TI um ponto estratégico de crescimento?

Então é imprescindível que o gestor de tecnologia tenha abertura para pensar em um plano de investimentos que modernize sua companhia; é urgente e indispensável que a diretoria dê a esse profissional a liberdade necessária para que ele compre para sua empresa os ativos de rede, periféricos e equipamentos que permitam a ela interligar processos e dar inteligência à sua produção.

Isso começa com switches, servidores e, é claro, computadores de ponta.

Pois bem, por hoje é só, mas seu processo de capacitação não se encerra aqui. Comece sua revolução digital pessoal a partir da atualização de seus próprios conhecimentos: assine agora nossa newsletter e passe a receber gratuitamente por e-mail as melhores dicas e conteúdos exclusivos sobre inovação e tecnologia. Até a próxima!

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