Quem gosta de ficção científica certamente já leu livros e viu filmes com robôs no enredo. Há desde os modelos programados para a destruição até aqueles que trabalham para o bem da humanidade.

Na vida real, eles estão em vários lugares: de dentro de casa, na forma de dispositivos redondos que limpam todo o chão sozinhos, até a indústria automobilística, onde máquinas enormes fazem carros ao comando de um operador.

E esse cenário muda o tempo todo: hoje, já existe a Sophia, uma robô com aparência humana, expressões faciais e câmeras nos olhos que garante que pode trabalhar bem conosco. É provável até que, em pouco tempo, estejamos cercados de “Sophias”.

Isso porque máquinas conhecidas como cobots (collaborative robots, ou robôs colaborativos) já estão ocupando espaço no mercado de trabalho. Nesse artigo, vamos falar sobre os cobots e como interagir com eles. Boa leitura!

Quem são os cobots?

Muitos postos de trabalho podem ser, em breve, ocupados por robôs com aparência humana e com alta capacidade de produção. Colaboradores extremamente precisos e infalíveis, os cobots têm outras qualidades: é provável que trabalhem 24h por dia nos sete dias da semana, sem tomar café, almoçar, ir ao banheiro, dormir ou adoecer.

A ideia, pelo menos por enquanto, é que eles tornem o trabalho humano menos árduo. Foi o que ocorreu, por exemplo, na startup americana Creating Revolutions. A empresa tinha um alto índice de rejeição de seus produtos por montagem defeituosa — e não conseguia encontrar mão de obra especializada para fazer o trabalho.

O problema parecia sem solução até que a companhia encontrou outra startup americana, a Hirebotics, do Tennessee, que aluga cobots por hora. A opção de aluguel foi perfeita, já que eliminou a necessidade de investir capital na compra — um dinheiro que as startups normalmente não têm.

O cobot que, na verdade, é apenas uma braço automático acoplado a uma mesa, chegou à companhia e reduziu as falhas de montagem a praticamente zero. O mais surpreendente, porém, é que sua chegada trouxe, em seguida, mais empregos — graças à alta produtividade de Manuel Noriega (esse foi o nome com o qual o batizaram).

É ele quem monta os componentes pequeninos de um dispositivo de atendimento ao cliente para restaurantes. Como trabalha sem interrupções, dia após dia, Noriega aumentou a capacidade produtiva da Creating Revolutions e ela se viu obrigada a trazer mais profissionais humanos para dar conta do fluxo de produção.

Onde eles estão?

A Creating Revolutions não é a única a usar robôs no trabalho. Se você já fez compras na Amazon americana, deve ter parado para pensar como eles administram um catálogo de mais de 10 milhões de produtos. É simples: com cobots. São eles que encontram as mercadorias e as embalam para o envio.

Outra companhia que emprega cobots é a Praxis Packaging Solutions, que atua no segmento de embalagens. Lá, os robôs fazem tarefas repetitivas de movimentação de itens. O modelo usado é o Baxter, da Rethink Robotics, que é programado e reprogramado facilmente para diferentes atividades.

Com câmeras no lugar dos olhos, ele aprende por demonstração: basta pegar seu braço e simular o que deve ser feito. Quando ele chegou à empresa, os colaboradores ficaram preocupados, já imaginando que uma frota deles tomaria seus lugares. A ideia, porém, não é exatamente essa: os cobots são aliados da força de trabalho.

Apesar de a maioria dos gestores afirmar que essas máquinas não vão substituir os trabalhadores — e que o seu papel é auxiliar com as tarefas chatas, sujas e perigosas —, é natural que haja um temor com a chegada deles. Especialmente quando seu preço vem caindo progressivamente.

Um estudo sobre o futuro do emprego, dos economistas Carl Frey e Michael Osborne, confirma a tese: eles estimam que cerca de metade dos postos de trabalho nos EUA acabem ameaçados pela automação, que inclui os cobots.

O que vai mudar?

Com os cobots galgando mais postos de trabalho, o papel da Tecnologia da Informação (TI) deve mudar: é preciso monitorá-los constantemente para garantir a prevenção e a detecção de falhas. Além disso, tem a segurança, tanto dos profissionais quanto dos cobots e dos sistemas integrados a eles.

Afinal, esses robôs vão trabalhar com humanos, o que quer dizer que não haverá gaiolas ou avisos impedindo a aproximação de curiosos. Por esse motivo, é preciso pensar na proteção dos profissionais e, claro, das próprias máquinas.

Companhias que já usam cobots tiveram de adaptar os espaços de convivência entre eles e os humanos. Uma das medidas mais comuns é o uso de câmeras de monitoramento, que garantem que as pessoas não interfiram no trabalho dos robôs e permite ficar atento a possíveis avarias ou incidentes.

Na outra ponta, a proteção dos trabalhadores é garantida por avaliações de risco feitas nos dispositivos antes que eles entrem na equipe. Durante o seu desenvolvimento, os robôs são equipados com sensores de segurança para que o seu contato físico com humanos seja evitado.

ISO para cobots

Com o crescimento do uso dos cobots, especialistas publicaram a ISO/TS 15066:2016. Ela reúne um conjunto de padrões de segurança para sistemas colaborativos de robôs no trabalho. Nesse documento estão desde distâncias mínimas de segurança entre homem e máquina até velocidades máximas de operação.

A maioria desses padrões tem como base os limites da dor humana. E isso não é à toa: as diretrizes foram pensadas para que a aplicação não coloque um trabalhador em perigo e trazem orientações de segurança bastante específicas de forma a prevenir acidentes.

Conexões e dados

Além da excelência na produção, os robôs fornecem dados que especificam todo o processo. Essas informações ajudam a criar previsões realistas e precisas sobre as necessidades de produção — incluindo detalhes de quantos humanos são necessários para uma determinada tarefa e no que devem se concentrar.

Os primeiros robôs industriais eram dispositivos isolados que não interagiam com nada a seu redor nem coletavam informações. Isso mudou drasticamente e, hoje, a conexão com os sistemas, apesar de trazer benefícios, aumenta as preocupações.

Uma vez conectados, existem chances de que possam ser invadidos por hackers ou sofram outros ataques maliciosos. Um experimento feito em 2015, na Universidade de Washington, demonstrou a vulnerabilidade de um robô cirúrgico.

Fica cada vez mais claro que a interação com os robôs é inevitável. Precisamos nos adaptar a essa realidade para ter uma convivência agradável com os cobots. Você está animado para ter robôs no trabalho? Compartilhe este conteúdo nas suas redes sociais e descubra quem mais está esperando pela invasão dos cobots!

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