Uma tendência no mundo corporativo é a virtualização de devices. A prática, comum na TI, consiste em utilizar ambientes simulados para evitar invasões na rede da empresa e imprevistos durante o processo. No entanto, é preciso entender seu funcionamento para garantir um bom custo-benefício para o negócio.

A virtualização é possível a partir de um desktop ou um servidor mais potente. Contudo, é importante não confundir com a computação em nuvem. Ambas as tecnologias dividem os recursos do hardware. Porém, a primeira permite novas clouds, desde que existam outros softwares para gerenciar o sistema e controlar os recursos disponíveis.

Ficou muito confuso? Aqui, explicaremos melhor o conceito dessa prática e mostraremos por que vale a pena investir nela. Continue lendo!

O que é virtualização de devices?

A virtualização é um processo que isola o sistema operacional do hardware para acessar softwares e arquivos com segurança. O equipamento utilizado pode ser um desktop, um notebook ou um dispositivo conhecido, a exemplo do Thinclient.

Na prática, o que acontece é que um computador é emulado em cima da infraestrutura de TI já existente — esta pode ser em nuvem ou local. Assim, você acessa um sistema operacional diferente em um ambiente isolado e controlado.

Esse ambiente isolado tem características próprias, ou seja, espaço de armazenamento, capacidade de processamento de informações, memória e sistema. Por isso, há melhorias nas questões referentes à segurança e aumento do controle dos softwares.

Como o processo é realizado?

Para fazer a virtualização, é preciso utilizar uma máquina virtual (VM), que oferece todas as funções de um desktop, mas de maneira segura e otimizada. Caso o equipamento seja um servidor físico, o conceito adotado é o mesmo. Diferentes desktops virtuais são manipulados, havendo uma separação do modelo tradicional. Assim, diversas aplicações e sistemas operacionais são executados ao mesmo tempo.

A virtualização de desktop é baseada em host, isto é, o sistema operacional é executado por uma máquina física. Devido às suas características, é exigida a interação dos usuários com os desktops virtuais. Esse processo é feito na mesma rede, por meio de um protocolo de exibição remoto.

O processamento é feito no data center e, por isso, os dispositivos do cliente podem ser PCs tradicionais, zero clients, thinclients, tablets e smartphones. No entanto, é importante destacar que as maneiras de funcionamento do host e do guest podem ser variadas.

Um dos métodos mais comuns é o do Virtual Machine Monitor (VMM), também conhecido por hypervisor. Nesse caso, existe uma plataforma implementada no host que recebe os sistemas a serem virtualizados. Por meio desse ambiente, há controle dos recursos e sua manutenção de invisibilidade em relação aos demais.

O VMM precisa ser executado no modo supervisor, mas alguns aplicativos rodam como usuário. Nesse modelo de realização, o software requisita instruções para trabalhar com alguns recursos de hardware, a exemplo de funcionalidades específicas do processador.

Qual é a importância da virtualização?

Utilizar a virtualização é uma maneira eficiente de ter acesso a recursos sem prejudicar o hardware e o sistema operacional instalado. Como você entra em um ambiente controlado e isolado, é possível garantir que sua máquina e a rede que trafega nela estão protegidas.

Além da proteção, a infraestrutura de desktop virtual (VDI), que entrega a VM para o usuário, adota o modelo cliente-servidor. Nele, todos os processos, dados, programas e aplicações são executados de maneira centralizada. Devido a essa característica, há um bom retorno sobre o investimento (ROI), além de outros benefícios que listaremos a seguir.

Redução de custos operacionais

Virtualizar os devices possibilita migrar parte da infraestrutura de TI para VMs. Com isso, há a redução dos custos operacionais para assegurar que a empresa se mantenha em funcionamento. Quer um exemplo? A troca de máquinas é reduzida, porque há menos uso de equipamentos. Com isso, o direcionamento de recursos para gerenciar as soluções de TI também se torna menor.

Escalabilidade operacional

Atender às demandas com precisão e agilidade é mais fácil com a virtualização, pois a empresa tem acesso a sistemas de alto desempenho para os usuários. Ao mesmo tempo, a possibilidade de executar VMs na nuvem permite modificar a capacidade de processamento para fornecer o que o usuário precisa.

Segurança dos dados

Ter um controle maior da infraestrutura de software é um dos principais benefícios da virtualização dos devices. Os ambientes padronizados são criados e distribuídos aos usuários, medida que facilita a gestão das ferramentas digitais. Por eles serem isolados, qualquer invasão fica restrita à VM.

Também é importante perceber que os processos de monitoramento e backup exigem menos recursos. Com isso, a empresa foca em rotinas críticas, levando à inovação e à possibilidade de ter um ambiente de alta performance para o usuário.

Aumento da disponibilidade dos recursos

Virtualizar os devices em nuvem garante uma infraestrutura de alta disponibilidade. Os profissionais conseguem executar funções a qualquer momento e se tornam mais produtivos. Essa característica ajuda a tomar decisões mais acertadas, porque os dados são localizados com facilidade.

Perceba que esse aspecto também aumenta a mobilidade corporativa, porque os dados são acessíveis por qualquer dispositivo com acesso à internet. Portanto, estão preparados para uso a qualquer momento. Se houver falhas, é simples fazer a migração para um servidor com disponibilidade, o que assegura a funcionalidade do negócio.

Quais particularidades são necessárias para a virtualização garantir esses benefícios?

Essa é uma estratégia relevante, mas é essencial que a virtualização conte com um planejamento de como as máquinas serão adotadas, a fim de evitar problemas. Mais que isso, os resultados e as políticas de segurança precisam ser mensurados para ter certeza de que o ROI obtido é o máximo possível.

Para chegar a esse patamar, é necessário pensar em alguns aspectos. Veja!

Defina seu objetivo

O primeiro passo é determinar o que sua empresa deseja alcançar com a virtualização dos devices. Detecte as necessidades do negócio e perceba se é necessário aumentar a performance ou ter mais mobilidade, segurança ou controle na execução do software legado. Com esse diagnóstico, fica mais fácil definir quais VMs devem ser implementadas na companhia. A partir desse processo, o uso é especificado para aumentar o desempenho e diminuir as vulnerabilidades para o usuário.

Controle a expansão das VMs

O aumento da quantidade de máquinas virtuais torna sua gestão mais complexa, o que aumenta as chances de erros. Além disso, é fundamental fazer um backup regular dos dados e o monitoramento contínuo das VMs. Assim, é possível manter o alto nível de confiabilidade e a funcionalidade de toda a infraestrutura.

Conte com uma solução de virtualização

O mercado oferece várias opções de virtualização para atender às diferentes necessidades existentes. As principais são:

  • VMWare, que trabalha com virtualização de desktop, servidor, aplicativos e nuvens pública e híbrida;
  • Microsoft, que oferece o Virtual PC e o Hyper-V;
  • VirtualBox, da Oracle, que oferece versões para diferentes sistemas operacionais;
  • Xen, que é baseado em VMM e é um software livre.

De maneira geral, as soluções de virtualização de devices têm o mesmo objetivo: oferecer um ambiente isolado para acessar arquivos, sistemas e aplicações com segurança e facilidade. Os benefícios são conquistados quando você coloca em ação as melhores práticas. O resultado é o aumento da eficiência e da performance para o seu negócio.

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