A nuvem evoluiu muito na última década. De uma solução de luxo para empresas armazenarem dados remotamente, hoje ela é a tecnologia mais importante para impulsionar negócios para o futuro — oferecendo recursos de computação, bancos de dados e até softwares virtualizados.

Você ainda não começou a migração na sua empresa? Então neste post vamos conversar sobre tudo o que você precisa, apontando os tipos de cloud que existem no mercado, modelos de implantação e como você escolhe a mais adequada ao seu sistema. Confira!

Os tipos de cloud computing

Para atender ao mercado corporativo, os fornecedores de nuvem criaram modelos diferenciados de entrega e gerenciamento, que são mais vantajosos em determinadas situações e tipos de produtividade e demanda em uma empresa.

Essa ramificação criou três tipos de cloud principais. Veja como elas funcionam e o que determina o uso de cada uma delas!

Cloud pública

A cloud pública é o primeiro modelo a ser comercialmente oferecido e ainda é o mais popular entre eles. Nesse tipo, a provedora de serviços de nuvem (CSP) cria uma estrutura própria de servidores e compartilha os recursos entre todos os seus clientes.

Embora o nome “pública” possa confundir pessoas leigas, isso não significa que todos os clientes daquele serviço podem visualizar ou acessar informações uns dos outros. Por meio da virtualização, a mesma infraestrutura pode ser particionada quantas vezes for necessário sem que haja nenhuma comunicação entre partições.

Por isso, este é um modelo que faz tanto sucesso: as empresas contratantes conseguem alto desempenho, flexibilidade e disponibilidade em sua TI dividindo os custos de servidores de ponta com outros clientes. O serviço sai mais em conta para todos sem abrir mão da segurança.

Cloud privada

A nuvem privada não utiliza o mesmo modelo de particionamento de recursos da pública, a infraestrutura de servidores é dedicada a apenas um contratante. O valor dessa cloud é consideravelmente maior por não amortizar os custos com outros clientes, mas é um investimento com grandes vantagens.

A principal é a customização do serviço. Como a infraestrutura é montada pensando especificamente no seu negócio, a TI não precisa se adaptar a serviços padronizados. O que você contrata é sempre o que você precisa.

Além disso, a nuvem privada facilita algumas questões de monitoramento e controle de acesso. Isso não significa que a nuvem pública é insegura — longe disso. Mas, quando há alguma anomalia no sistema, é mais fácil identificá-la.

Cloud híbrida

Depois que esses dois modelos de nuvem se consolidaram, muitas empresas começara a perceber que era possível aproveitar o melhor dos dois mundos: os custos menores e a flexibilidade da cloud pública para auxiliar na produtividade e a customização da cloud privada para auxiliar no controle e na gestão de dados.

Foi dessa ideia que surgiu o conceito de cloud híbrida. Nesse caso, o sistema integra a oferta de nuvem dos dois modelos. O que é preciso levar em conta aqui é a capacidade e o tempo disponível da equipe de TI para gerenciar essa interseção.

Os modelos de implementação de cloud

Os três tipos de cloud que citamos têm a ver com a forma como ela é fornecida aos clientes, mas é importante lembrar também que há variações na maneira como ela é implementada.

Até poucos anos atrás, “nuvem” significava apenas armazenamento remoto. Hoje, ela é a base para novos sistemas tecnológicos, capazes de gerenciar e executar processos produtivos em toda a empresa. Você pode implementar nuvem de diversas formas:

  • SaaS, Software como Serviço: é a entrega virtualizada de aplicações que podem ser acessadas de qualquer lugar em qualquer dispositivo, para visualização e edição remota de dados;
  • PaaS, Plataforma como Serviço: é uma camada a mais de virtualização, quando a CSP fornece um sistema completo com ferramentas, integração e aplicações que rodem na nuvem e gerenciem toda a produtividade da empresa;
  • IaaS, Infraestrutura como Serviço: é quando, além do sistema, a CSP fornece recursos remotos de computação para agilizar processos e aumentar o poder de processamento de grandes volumes de dados.

Ou seja, a nuvem pode ir da substituição de licenças de software fixas para modelos de assinatura até a substituição completa da infraestrutura de uma empresa. Tudo depende da demanda da sua TI e das suas expectativas de economia, eficiência e crescimento.

Os modelos de implantação de cloud

Para completar uma visão geral sobre a contratação de serviços cloud corporativos, só falta definir os modelos de implantação estrutural, que também podem ser divididos em três tipos. Veja quais são.

Remoto

A grande maioria dos serviços de nuvem, até no tipo privado, usam implantação remota. Isso significa que a infraestrutura que possibilita o serviço é mantida pela empresa terceirizada, fora do escritório do cliente.

A vantagem desse modelo é que a CSP fica responsável pela manutenção e atualização da tecnologia, garantindo sempre o topo de performance para o negócio sem que ele tenha que colocar esse peso em sua própria equipe de TI.

Físico

No modelo de implantação físico, a estrutura da nuvem é montada dentro da empresa contratante. É comum no uso de nuvem privada, e trata-se de uma solução para quem quer ter um controle de acesso físico maior ao seu sistema.

Mesmo que os servidores estejam com o cliente, ainda é função da CSP gerenciar e manter toda a infraestrutura funcionando — nesse caso, com participação mais próxima da sua TI.

Híbrido

Se dá para implementar uma nuvem híbrida, a estrutura que a mantém também pode ser assim. Da mesma forma, a empresa pode ter servidores internos para o controle maior de dados sensíveis e ainda uma oferta remota para dar disponibilidade, mobilidade e agilidade aos processos rotineiros.

O que define qual tipo de cloud escolher

Sabendo esses três aspectos que envolvem uma implantação de nuvem (modelo, oferta e implementação), você tem todas as informações de que precisa para escolher a melhor para sua empresa.

Mas o que define isso? No fim, é decisão baseada em custo-benefício. É preciso, principalmente, entender quais são as suas dores no momento, seu planejamento para o futuro e qual se encaixa melhor. A fórmula mais comum é esta:

  • se beneficiam mais da nuvem pública as empresas pequenas e iniciantes, ou que priorizam disponibilidade e escalabilidade;
  • podem ter mais sucesso com a nuvem privada aquelas empresas maiores e mais consolidadas, ou que lidam com informações muito sensíveis e confidenciais de clientes;
  • se a empresa tem necessidade de aliar todas essas vantagens, capacidade de investimento e uma equipe de TI maior, pode integrar os dois modelos em uma nuvem híbrida.

Mas claro que esse é apenas um direcionamento. O que vai definir de verdade a melhor opção entre os tipos de cloud é a sua visão de gestor e a sua capacidade de se antecipar ao futuro digital que já está chegando.

Já está cogitando algum desses modelos para a sua empresa? Então deixe seu comentário. Aproveite e cadastre-se no Panorama Positivo para receber mais conteúdos sobre tecnologia.

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