A transformação digital trouxe ao mundo corporativo uma série de novas ferramentas para gerar valor aos negócios. É perceptível a mudança, principalmente no setor de TI, em que a tecnologia garante inovação constante nas estratégias para lidar com as informações da empresa — incluindo seu armazenamento.

A virtualização de servidores se tornou uma forte tendência no mercado, pois ela traz uma série de benefícios que vão além do financeiro. Entretanto, é comum que surjam dúvidas sobre como ela realmente funciona. Por isso, criamos este post para tirar todas as suas incertezas sobre o assunto. Confira!

O que é a virtualização de servidores?

A transferência de dados e processos para o ambiente digital é um caminho natural que a tecnologia vem abrindo para todos nós. Antigamente, guardávamos inúmeros documentos impressos em casa, enquanto hoje eles são digitalizados. Basta voltar um pouco mais no tempo para relembrar da comunicação via cartas escritas à mão — papel desempenhado atualmente pelos e-mails.

A virtualização de servidores é um passo além nesse mesmo processo. Na era dos computadores, as empresas passaram a digitalizar seus documentos e armazená-los em uma infraestrutura de TI própria. Agora, com equipamentos mais poderosos e transmissões de dados ultrarrápidas, chegou a hora de virtualizar os próprios servidores.

Estamos falando de criar uma versão virtual de um sistema de armazenamento. Grosso modo, os recursos de hardware podem ser distribuídos entre diferentes espaços digitais que podem ser utilizados para finalidades diferentes.

Sua principal característica está na possibilidade de rodar diferentes sistemas operacionais e outras plataformas de forma independente, mas simultânea, dentro de um mesmo hardware. Afinal, os servidores virtuais são simulações do que seria a estrutura física do servidor como ele era compreendido anteriormente.

Qual é a diferença entre o servidor virtual e a computação em nuvem?

A virtualização de servidores está na essência da computação em nuvem (cloud computing). Isso causa uma certa confusão entre os dois conceitos, já que eles estão relacionados. Entretanto, é fundamental entender as características específicas de cada um, para que sua empresa possa optar pela solução que melhor atende as suas necessidades.

A computação em nuvem envolve a migração de dados, arquivos, plataformas, aplicações e outros elementos para um servidor fora da corporação. Esse servidor é dependente da virtualização para funcionar, mas isso não significa que todo servidor virtual depende de cloud computing.

Enquanto é possível criar um servidor virtual dentro de sua empresa, a computação em nuvem depende da contratação de uma empresa especializada para fornecer a infraestrutura e gerenciá-la. O acesso, em sua empresa, será feito de maneira remota, pela internet.

Toda a configuração dos servidores e plataformas, mesmo que de acordo com o que sua empresa solicita, é feita pelo provedor do serviço. Isso inclui questões de segurança, criptografia etc.

A virtualização é utilizada por ele para repartir o hardware em diferentes partes, permitindo que ele ofereça o serviço para diversos clientes ao mesmo tempo.

Qual é o impacto da virtualização de servidores nas empresas?

Implementar servidores virtuais pode ser uma estratégia interessante para diferentes empresas, independentemente de seu tamanho ou setor de atuação. O importante é fazer uma análise cuidadosa de seus objetivos e entender os impactos dessa mudança nos seus processos.

Partiremos da implementação para depois destacarmos seus prós e contras.

A instalação de um servidor virtual

Primeiro, é preciso contar com um servidor físico (CPU, memória, conexões de rede etc.). Nesse hardware, é instalado um sistema operacional básico (hypervisor) que pode ser dividido em partes menores (processo de fatiamento) — cada parte corresponde a uma máquina virtual independente.

Tenha em mente que máquinas com pouco armazenamento e processamento serão mais facilmente gerenciadas, evitando falhas inesperadas. Entretanto, é possível configurá-las em tamanhos variados, de acordo com o objetivo da empresa para cada uma.

Os hypervisors mais eficientes são capazes de, inclusive, dividir o tráfego, priorizando algumas máquinas para otimizar o desempenho do sistema. Em geral, pequenas empresas podem ter uma infraestrutura mais simples.

Ainda assim, é indicado utilizar um SAN, ou seja, um espaço compartilhado entre todos os servidores, também chamado de storage.

Prós e contras

Em primeiro lugar, é preciso destacar a redução significativa dos custos para a empresa. Os gastos operacionais podem ser até 40% menores, incluindo o uso de energia elétrica. E isso também se aplica ao processo de expansão da infraestrutura de TI. Tomemos como exemplo uma empresa em crescimento.

A contratação de novos funcionários exige a compra de novos computadores e equipamentos relacionados. O investimento pode ser caro, mas a virtualização oferece uma alternativa interessante — em vez de novas máquinas, a empresa pode virtualizar seus servidores, criar máquinas independentes dentro deles e disponibilizá-las aos funcionários.

Em vez de trinta novos computadores, é possível providenciar thin clients — uma espécie de mini PC sem HD e processador próprios — que utilizará os recursos virtuais. O impacto é sentido até mesmo no espaço físico ocupado pela infraestrutura de TI, que tende a ser reduzido e gerar ainda mais economia.

Vale destacar também que o ciclo de renovação dos hardwares se torna mais longo. Os backups ganham em agilidade e a recuperação do sistema após um eventual desastre é mais eficiente.

Entretanto, é preciso ter em mente que a virtualização de servidores gera um uso maior de memória e espaço para armazenamento. Afinal, são diversos computadores nos quais é preciso ter cada software instalado.

O maior uso de memória RAM é o preço a se pagar pela independência dos servidores emulados. Afinal, se por um lado eles podem contar com sistemas operacionais distintos, por outro é preciso destinar uma parcela exclusiva de processamento para rodá-los.

Consequentemente, é preciso garantir uma gestão inteligente desses recursos. O monitoramento deve ser constante, assim como a configuração e atualização dos sistemas. Entretanto, se isso for feito com sucesso, é possível criar um ambiente virtual extremamente eficiente para a empresa.

A soma desses fatores resulta não só na redução de custos, mas na otimização dos recursos de TI. Seguindo a tendência trazida pela transformação digital, a tecnologia da empresa é aplicada como estratégia corporativa e impacta positivamente nas suas finanças.

Faça você mesmo uma avaliação em seu setor de TI e veja como a infraestrutura pode se beneficiar da virtualização de servidores. Os resultados devem surgir rapidamente!

Quer mais conteúdo sobre o tema? Então veja também nosso post sobre a nuvem híbrida e como ela pode ser utilizada no ambiente corporativo!

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