Plano maluco que promete limpar o lixo dos oceanos já está ativo: entenda como funciona

Se você tivesse um projeto para limpar o lixo dos oceanos, mas a sua ideia a princípio parecesse uma maluquice, ainda assim valeria a pena seguir em frente? Foi justamente o que aconteceu com o holandês Boyan Slat.

Tudo começou há sete anos quando, ao mergulhar no mar da Grécia, ele percebeu que havia mais plástico do que peixes na água. Aquele cenário o incomodou bastante e ele decidiu iniciar uma campanha pela despoluição dos oceanos. Ele teve uma ideia para resolver o problema, mas quando a apresentou em público muitos a consideraram uma verdadeira maluquice.

Contudo, ele seguiu adiante no seu projeto e, quase uma década depois, ele pode comemorar. O projeto conseguiu investidores, que contribuíram com mais de US$ 20 milhões, e o apoio de engenheiros e especialistas.

A ferramenta criada por ele saiu neste mês da Baía da São Francisco, nos Estados Unidos, e espera chegar à chamada “ilha de lixo”, localizada entre a Califórnia e Havaí, no Pacífico.

®GIPHY

Conheça o “Projeto Serpente”

Apesar do projeto ter sido colocado em prática, ninguém sabe ao certo se no final das contas a ideia vai funcionar. Batizado informalmente de “Projeto Serpente”, a ideia vem sendo conduzida pela ONG The Ocean Cleanup.

No entanto, esse parece ser um daqueles casos em que a iniciativa para se resolver um problema que parece urgente faz com que mesmo sem comprovação de que funcionará o projeto siga recebendo aplausos.

A ideia consiste em uma máquina em formato de uma cobra gigante. Ela é composta por seções de tubos, mede 600 metros de comprimento e flutua em forma de “U”. Logo abaixo dela há uma tela de três metros de profundidade.

Enquanto ela se move pega todos os objetos que encontra pelo caminho, até que uma massa densa de lixo seja formada.

Toda a operação é monitorada por câmeras e a cada seis semanas um navio se deslocará até a serpente para recolher o lixo – que levado ao continente deverá ser reciclado. A expectativa dos criadores do projeto é que essa ideia possa reduzir à metade a contaminação de cada área em um período de cinco anos.

“Se não fizermos isso, todo esse plástico começará a se decompor em pedaços cada vez menores, e quanto menores as peças, mais prejudiciais serão e mais difícil será extraí-las do ambiente marinho”, destaca Lonneke Holierhoeck, diretora de operações do projeto.

Ideia pode dar resultado, mas especialistas temem efeitos colaterais

Essa é a típica situação em que é melhor fazer alguma coisa do que não fazer nada. No entanto, especialistas alertam para alguns possíveis efeitos colaterais do projeto. Um deles é que a serpente atraia muitos peixes e outras espécies marinhas, deixando-os presos nessa rede em meio ao plástico e ao lixo.

Holierhoeck afirma que há um mecanismo que emite um sinal para afugentar os peixes e defende que ele será suficiente para a maioria dos casos.

Há quem diga ainda que é mais eficaz limpar as praias e se concentrar para evitar que mais plásticos cheguem aos oceanos do que começar a limpeza pelo mar.

Especialistas do Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido e da Sociedade de Conservação Marinha também elogiam a iniciativa, mas acreditam que ela será insuficiente e pouco eficaz.

A chamada “ilha do lixo”, localizada a cerca de 2 mil quilômetros da costa da Califórnia, deverá ser atingida em um prazo de três semanas. Somente após isso é que serão feitas as primeiras coletas e saberemos se a ideia deu certo ou não.

Porém, ao menos por enquanto, a equipe de desenvolvimento está empenhada em fazer com que o projeto seja bem-sucedido. Será que eles vão conseguir?

Fonte(s): The Ocean Clean UpForbes, El País, Business Insider, Dutch News e BBC

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