Formatar um notebook Positivo apaga o sistema operacional, os programas instalados e os arquivos pessoais, e reinstala o Windows ou o Linux do zero. O processo resolve situações que não passam com uma limpeza simples e infecções por vírus que continuam voltando mesmo depois de um antivírus rodar.
Existem dois caminhos pra isso. O primeiro é o Sistema de Recuperação Eletrônica que já vem instalado no notebook, sem precisar de pendrive. O segundo é uma instalação limpa a partir de uma mídia externa, o método mais flexível quando você quer trocar de sistema operacional ou reparticionar o disco do seu jeito. Este guia mostra como formatar notebook Positivo pelos dois métodos, o que preparar antes e os erros que mais travam o processo no meio do caminho.
Duas providências evitam a maior parte da dor de cabeça depois. A primeira é o backup dos arquivos que importam: fotos, documentos, projetos de trabalho. Suba tudo para a nuvem, em serviços como Google Drive ou OneDrive, ou copie para um HD externo. A formatação apaga o disco inteiro, não só a pasta do sistema, então nada que ficar só na máquina sobrevive ao processo.
A segunda é baixar os drivers do seu modelo antes de desligar a internet. Na página de suporte técnico de drivers do site oficial da Positivo, o sistema pede o número de série do equipamento, que fica numa etiqueta na parte inferior do notebook, e devolve a lista de drivers de vídeo, som, rede e Wi-Fi específicos daquele modelo. Vale baixar esses arquivos num pendrive à parte antes de começar: sem o driver de rede, um notebook recém formatado não consegue se conectar sozinho pra baixar o resto
Sim. A formatação reescreve a tabela de arquivos do disco e remove tudo que estava instalado, sistema, programas e documentos juntos. Não existe meio-termo aqui, o que torna o backup da seção anterior a etapa que mais evita arrependimento depois.
Se algum arquivo ficou de fora do backup e a formatação já rodou, ainda existe uma janela pra tentar recuperar, desde que você não grave dados novos no mesmo disco. O Recuva, da Piriform (mesma empresa por trás do CCleaner), é gratuito para uso básico e vasculha o disco atrás de arquivos apagados que o sistema ainda não sobrescreveu.
O EaseUS Data Recovery Wizard segue lógica parecida: a versão gratuita recupera até 2 GB de dados, sendo 500 MB liberados de imediato e mais 1,5 GB desbloqueados ao compartilhar a ferramenta numa rede social, conforme a página oficial da EaseUS. Passou desse limite, o caminho é a versão paga da ferramenta ou um serviço especializado de recuperação de dados.
Quanto mais rápido você tentar, maior a chance de recuperar o arquivo certo. Cada gravação nova no disco (um programa instalado, um arquivo salvo) aumenta a chance de sobrescrever justamente o espaço onde o arquivo apagado ainda estava guardado.
Antes de baixar qualquer ferramenta externa, vale conferir se o problema já se resolve com o recurso que vem de fábrica. Todo notebook Positivo com Windows 10, Windows 11 ou Linux (Debian, OpenMandriva ou Ubuntu, dependendo do modelo) tem embarcado o Sistema de Recuperação Eletrônica, segundo a página oficial de suporte técnico da Positivo. Ele reinstala o sistema operacional original do equipamento sem exigir pendrive nem download de imagem do Windows.
No Windows, o caminho é Iniciar > Configurações > Recuperação > Restaurar o PC. No Linux, é preciso reiniciar o notebook e pressionar a tecla F7 repetidamente antes da tela de logotipo aparecer. Nos dois casos, a reinstalação local leva cerca de 30 minutos com o notebook ligado na tomada, de acordo com a mesma página de suporte, e apaga arquivos pessoais e programas instalados exatamente como uma formatação manual apagaria.
A diferença prática está no resultado final. A recuperação eletrônica devolve a versão original que veio com o notebook, drivers incluídos. Já a formatação manual via pendrive dá liberdade pra trocar de sistema, por exemplo instalar Windows 11 num modelo da linha Motion que veio de fábrica com Linux, ou reparticionar o disco do seu jeito. Pra quem só quer o notebook limpo e funcionando de novo, sem mexer em partição nem trocar de sistema, o caminho mais rápido é o Sistema de Recuperação Eletrônica.
Passo 1, monte a mídia de instalação. Baixe a ISO do Windows 11 direto do site oficial da Microsoft e grave num pendrive de pelo menos 8 GB usando o Rufus, ferramenta gratuita e de código aberto distribuída sob licença GPLv3 segundo o repositório oficial do projeto no GitHub, ou o balenaEtcher, mais simples de usar. O passo a passo completo dessa etapa está em Windows 11: como criar um pendrive bootável de instalação. Se o notebook roda Linux, baixe a ISO da distribuição direto do site oficial dela.
Antes de seguir, confira se o notebook atende ao TPM 2.0. Segundo o suporte oficial da Microsoft, esse chip de segurança é um requisito de sistema obrigatório para instalar o Windows 11 numa instalação limpa. Como habilitar o chip TPM 2.0 em seu PC mostra como checar e ativar o recurso na BIOS antes de prosseguir.
Passo 2, acesse o menu de boot. Ligue o notebook e pressione F12 repetidamente pra abrir o menu de inicialização, ou F2 pra entrar direto na BIOS/UEFI; se nenhuma das duas funcionar no seu modelo, teste Esc ou Del. Em notebooks com sistema Shell EFI, a navegação usa mouse ou toque em vez do teclado. Veja como proceder nesse caso em PC com sistema Shell EFI: aprenda a instalar o Windows 11. Selecione o pendrive como dispositivo de boot.
Passo 3, formate a partição. No instalador do Windows, escolha “Personalizada: instalar somente o Windows” e selecione a partição principal do disco, normalmente a maior, onde ficava o C:. Clique em “Formatar” antes de avançar. No Linux, o instalador da distribuição tem uma etapa equivalente de particionamento.
Passo 4, conclua a instalação e conecte à internet. O instalador copia os arquivos, reinicia o notebook algumas vezes e pede a configuração inicial: idioma, conta Microsoft ou usuário local, rede Wi-Fi.
Passo 5, reinstale os drivers. Com a rede configurada, instale primeiro o driver de rede ou Wi-Fi baixado no Passo 1, caso o Windows não o reconheça sozinho, e depois os demais: vídeo, som, chipset. Todos pela mesma página de drivers da Positivo usada antes de formatar
Nem toda lentidão pede uma formatação. Se o notebook está devagar mas ainda funciona, dá pra tentar antes desinstalar programas que você não usa mais, limpar arquivos temporários pelo Liberador de Espaço em Disco do próprio Windows e revisar quais programas abrem sozinhos junto com o sistema pelo Gerenciador de Tarefas. Esses ajustes resolvem boa parte da lentidão sem apagar nada.
A formatação compensa quando o problema é mais profundo: erros de sistema que voltam a acontecer mesmo depois de reinstalar programas, infecção por vírus ou malware que o antivírus não consegue remover por completo, ou a intenção de vender o notebook e apagar os dados pessoais antes de entregar. Nesses casos a limpeza superficial não resolve, porque o problema está na própria instalação do sistema, não num programa específico rodando nela.
O erro mais comum é começar sem backup e só perceber o que faltou depois que a formatação já apagou o disco. O segundo é esquecer o driver de rede: sem ele, o notebook recém-formatado fica sem Wi-Fi nem internet cabeada pra baixar o resto sozinho, e é preciso usar outro computador pra baixar o driver e levar até ele num pendrive.
Selecionar o dispositivo de boot errado no menu de inicialização também trava tudo. Se o pendrive não aparece na lista, o problema geralmente é o formato de gravação escolhido no Rufus, UEFI ou Legacy, incompatível com a configuração da BIOS do notebook. E ignorar o aviso de requisito de TPM 2.0 na instalação do Windows 11 interrompe a instalação no meio do caminho em notebooks mais antigos, quando o recurso vem desabilitado por padrão na BIOS.
Vale lembrar também que Macrium Reflect, ferramenta às vezes citada em tutoriais de backup mais antigos, encerrou a versão gratuita em janeiro de 2024, segundo a própria política de suporte da Macrium. Quem só quer backup gratuito de imagem do sistema hoje tem mais estabilidade em opções como o EaseUS Todo Backup Free, que segue com versão gratuita ativa em 2026, segundo o site oficial da EaseUS.
| Etapa | O que fazer |
| Backup | Subir arquivos importantes pra nuvem (Google Drive, OneDrive) ou HD externo antes de qualquer coisa |
| Drivers | Baixar pelo número de série na página de suporte de drivers da Positivo, antes de formatar |
| Escolha do método | Sistema de Recuperação Eletrônica (sem pendrive, restaura o original) ou pendrive bootável (mais controle, permite trocar de sistema) |
| Requisito Windows 11 | Conferir TPM 2.0 habilitado na BIOS antes de uma instalação limpa via pendrive |
| Mídia de instalação | ISO oficial da Microsoft ou da distribuição Linux, gravada com Rufus ou balenaEtcher |
| Boot | F12 para menu de boot, F2 para BIOS/UEFI (varia por modelo) |
| Pós-instalação | Reinstalar driver de rede primeiro, depois vídeo, som e chipset |
Se o notebook só precisa voltar a funcionar bem, comece pelo Sistema de Recuperação Eletrônica: é mais rápido e não exige pendrive. Reserve a formatação manual via USB para quando você quiser trocar de sistema operacional ou reparticionar o disco do seu jeito.