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Robô para missões em ambientes de baixa gravidade é construído por estudantes

Um robô desenvolvido por estudantes universitários poderá participar de missões em ambientes de baixa gravidade. O veículo foi batizado de SpaceBok e está sendo testado pela Agência Espacial Europeia (ESA).

A peça foi desenvolvida por estudantes das universidades ETH Zurich e ZHAW Zurich, ambas suíças. Seu principal diferencial é o fato de conseguir se deslocar em ambientes com baixa gravidade e com terrenos irregulares, o que dá boas perspectivas de uso para ele em futuras missões espaciais.

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SpaceBok passará por período de testes

O projeto surpreendente dos estudantes passará agora por um longo período de testes conduzidos pela ESA, primeiramente em ambientes controlados. A ideia é que os seus mecanismos possam ser aperfeiçoados a ponto de ele poder se deslocar com facilidade em corpos celestes como planetas, asteroides ou satélites.

Um vídeo divulgado pela ESA mostra do que o SpaceBok é capaz: caminhar ou dar pequenos saltos, num comportamento semelhante ao dos astronautas quando pisaram na Lua. Ele conta com um sistema de roda de reação, mecanismo similar ao de alguns satélites e que serve para orientação espacial.

Graças a esse sistema, o robô pode usar as suas próprias forças de ação e reação, absorvendo energia e utilizando-a de maneira oposta. A NASA (Agência Espacial Norte-Americana) utilizou uma tecnologia similar nos seus rovers que foram enviados ao planeta Marte.

O robô poderá suportar condições extremas?

A pergunta que os pesquisadores da ESA se fazem agora é se o SpaceBok será capaz de suportar condições extremas, similares àquelas que ele eventualmente enfrentaria em possíveis missões no espaço. Para isso, serão avaliadas a sua autonomia bem como os materiais utilizados na construção.

Os estudantes que projetaram o autômato acreditam que ele possa operar de maneira similar à sonda Hayabusa 2, desenvolvida pelos japoneses para explorar a superfície do asteroide Ryugu. Contudo, não se sabe ainda o quão longo deverá ser esse período de testes: em linhas gerais, não há pressa para que ele seja aperfeiçoado e colocado em funcionamento em missões oficiais.

Há detalhes a serem aperfeiçoados

Pular é uma coisa, controlar a direção desses saltos é outra. Essa é apenas uma das características que os pesquisadores pretendem aperfeiçoar antes que o SpaceBok possa ser utilizado. Porém, quando isso for possível, ele poderá aproveitar melhor a sua energia para se deslocar.

Isso porque os saltos em ambiente de baixa gravidade permitem um deslocamento maior a cada pulo. Enquanto não está em contato com o chão ele poderá voar à frente, percorrendo uma distância maior do que percorreria se estivesse caminhando pela superfície irregular.

A versão que está sendo testada pela ESA é tem o tamanho de um cão de porte médio. Porém, nada impede que no futuro robôs maiores sejam criados, capazes até mesmo de transportar passageiros em missões na Lua ou em Marte. Vamos torcer para que o desenvolvimento seja pleno e para que essa possibilidade, que hoje mais parece ter saído de um romance de ficção científica, se torne realidade.

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