Seja sincero, você realmente sabe a diferença entre o trabalho de um CIO e de um CPO? Eles são gestores da área de tecnologia e, portanto, têm trabalhos complementares. O primeiro atua como diretor de TI, enquanto o segundo tem como foco os produtos.

Apesar dessa diferença de abordagem, ambos devem trabalhar conjuntamente para garantir o sucesso empresarial. Assim, fica mais fácil alinhar as atividades executadas aos objetivos do negócio e êxito para o cliente.

Neste post, entenderemos melhor o que caracteriza essas funções e como alinhá-las. Também apresentaremos uma checklist obrigatória de integração para que seu negócio apresente o melhor resultado possível.

Então, que tal conferir? Acompanhe!

As diferentes funções do CIO e do CPO

Os papéis desses gestores precisam ser bem compreendidos para ser possível entender como eles podem atuar em conjunto. Confira os aspectos necessários a cada um desses cargos.

CIO

Esse é o Chief Information Officer, que tem como responsabilidades a gestão e direcionamento dos processos de inovação a fim de atender às metas organizacionais. Mais do que garantir uma atuação estratégica para a TI, esse gestor tem uma função-chave, especialmente na atualidade, com a presença da Internet das Coisas (IoT), machine learning, Big Data, Business Intelligence (BI) e outros recursos.

Porém, esse gestor precisa analisar a tecnologia junto aos objetivos do negócio. Os dispositivos e as funcionalidades devem ser vistos como ferramentas que alavancam os resultados, porque é assim que se consegue agregar valor aos produtos e serviços.

Em suma, além de tornar os processos mais eficientes, o Chief Information Officer deve ter visão de futuro e se interessar pelo negócio. Precisa estar sempre em busca de tendências e novas informações para tomar decisões acertadas.

CPO

O Chief Product Officer é o diretor de produtos, que tem sob sua responsabilidade as atividades referentes à concepção, produção e projeto. Também atua diretamente com a inovação, porque é o ato de pensar fora da caixa que levará ao desenvolvimento de itens diferenciados e que vão de fato atender à demanda dos clientes, sejam internos, sejam externos.

Esse cargo pode estar relacionado ao setor de produção. No caso de se referir especificamente à TI, o Chief Product Officer também deve cuidar da gestão dos releases — ou seja, versões do produto que são lançadas por meio de um deploy.

É fundamental que tenha em vista os objetivos do negócio para que o desenvolvimento dos produtos leve em consideração as necessidades dos clientes. É aí que se torna indispensável que sua função seja trabalhada junto à do Chief Information Officer.

O alinhamento dos trabalhos em relação aos objetivos do negócio e ao sucesso do cliente

Uma empresa só alcançará seus objetivos se todos trabalharem em prol do mesmo objetivo. Por isso, o ideal é que as equipes dos diretores de TI e de produtos atuem conjuntamente para garantir mais sinergia e uma operação que seja de fato estratégica.

Nesse cenário, é dever do Chief Information Officer ter um ponto de vista inovador e que visa ao futuro. Ele é quem sabe como usar as informações para tomar decisões acertadas e garantir vantagem competitiva para levar ao êxito.

Já o Chief Product Officer deve trazer mais habilidades ao negócio, ao mesmo tempo em que permanece dentro do orçamento e evita gastos extras. É sua função a compra do sistema e o gerenciamento por todo seu ciclo de vida, para que a equipe visualize o inventário, prerrogativas e consumo necessário para colocar em prática a transformação digital.

Assim, ele deve fortalecer o trabalho do diretor de TI. Isso pode acontecer de diferentes maneiras. Uma pesquisa do ProcureCon IT Sourcing indica que as ações mais adotadas são:

  • realização de reuniões regulares e consultivas sobre a estratégia tecnológica direcionada ao futuro (80%);
  • alavancagem de posições interdepartamentais com domínio em TI (48%);
  • assistência na transformação digital para stakeholders principais e membros C-suite (41%);
  • auditoria da infraestrutura de tecnologia atual de suprimentos e sugestão de melhorias (28%).

Como é possível perceber, é necessário que o engajamento dos dois gestores ocorra o quanto antes. Desse modo, o diretor de produto consegue visualizar oportunidades de alinhamento com o trabalho da TI para trazer eficiência ao negócio e conduzir as iniciativas inovadoras.

A checklist obrigatória de integração

O alinhamento do trabalho dos diretores de TI e de produto deve partir de uma checklist obrigatória, que ajudará a saber o que precisa ser feito. Confira o que a compõe.

Conheça o cenário tecnológico da organização e defina a estratégia

O trabalho sinérgico só pode ser iniciado com a compreensão de quais soluções são utilizadas. Identifique quais sistemas estão totalmente otimizados em relação a uso e desembolso, porque assim você consegue verificar qual é a melhor atitude a tomar. A partir disso, é possível definir uma estratégia realista, que contemple o caminho a ser traçado e o orçamento destinado a cada etapa.

Determine as principais preocupações

Os gestores sempre têm uma preocupação em mente, que pode ser, por exemplo, a inovação ou as rupturas necessárias ao ambiente digital. É fundamental identificar o cenário em que sua empresa está e, então, estar pronto para modificar o que for preciso.

Uma proposta é criar o cargo de Chief Digital Officer (CDO), que vai cuidar da transformação digital e gerenciar pessoas. Ao Chief Information Officer, nesse caso, fica a responsabilidade de gerenciar dados, cuidar da segurança da informação, data analytics, gestão de fornecedores, eficiência do processo, administração das mudanças e alcance da agilidade.

Adote métodos ágeis de desenvolvimento

A metodologia Agile traz flexibilidade aos processos e ajuda a implementar mais rapidamente os recursos que contribuem para a transformação digital, como cloud computing, mobile payment, Big Data, IoT, machine learning e por aí vai. A adoção desse método é uma necessidade estratégica, que ajuda a estruturar um novo mindset e chegar a uma equipe de alta performance.

É importante mencionar que, mais que a rapidez e a flexibilidade, a metodologia ágil garante uma gestão melhor dos requisitos, que criam vantagem competitiva e se tornam um diferencial para a empresa. Da mesma forma, trabalha o gerenciamento da qualidade pela aplicação de boas práticas.

Isso ocorre pelos testes frequentes nas funcionalidades, que permitem identificar problemas antecipadamente para assegurar a entrega final do produto no prazo e conforme as especificações solicitadas pelo cliente.

Foque as prioridades

As equipes precisam atuar sinergicamente, e isso parte do compartilhamento de informações. Para o CIO, isso é primordial, porque há muitos problemas imediatos a resolver e ele precisa focar o que tem mais valor no período.

A TI deve atentar à conquista de diversos aspectos, como viabilidade, valor temporal, velocidade, inovação e menor Custo Total de Propriedade (TCO, Total Cost of Ownership). Para isso, é preciso trabalhar a linguagem e educar os colaboradores para que entendam a importância dessas iniciativas.

Coloque o valor acima da receita

A ideia é alocar recursos adequadamente e fazer investimentos em áreas que gerem rentabilidade. Além disso, métricas devem ser aplicadas para criar mais valor.

Perceba que “valor” é compreendido aqui como o impacto que a ação tem no negócio. Em âmbito executivo, é a oportunidade de gerar mais transparência e fortalecer a relação entre os diretores de TI e de produto.

Como você pôde perceber, o alinhamento entre CIO e CPO é essencial para fomentar o sucesso do setor de TI e de toda a organização, por meio do alcance dos objetivos estratégicos.

E na sua empresa, como funciona? Se você achou este conteúdo interessante, compartilhe-o nas redes sociais e marque os seus contatos!

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