O mundo digital e a presença dos assistentes virtuais já deixaram há muito tempo de ser “coisa do futuro” e viraram realidade. É comum perguntarmos para a Alexa, da Amazon, por exemplo, qual é a temperatura do dia ou se há previsão de chuva. Mas será que essa tecnologia para por aí?

É claro que não. Esses recursos vão além e ajudam a controlar a TV, acender a luz, ligar o ar-condicionado e outras atividades rotineiras dentro de casa. Mais que isso, esses assistentes também estão ingressando no mundo corporativo e já começaram a modificar os processos internos de vários empreendimentos.

Para que você compreenda melhor esse contexto, neste post vamos verificar qual é o verdadeiro potencial dessa tecnologia, comparando seu uso doméstico com as possibilidades no ambiente profissional. Assim, você e o seu negócio vão poder se preparar para o novo cenário que surge. Vamos lá?

Assistentes virtuais no ambiente doméstico

Há alguns anos, a presença dessa tecnologia em nossas residências era vista como um desenho dos Jetsons, muito futurista. No entanto, esses recursos e sua implementação em atividades triviais começam a mostrar a capacidade e o potencial da assistência virtual.

É claro que ainda estamos longe do contexto do filme “Her”, por exemplo. Se naquela história Samantha tem um sistema operacional tão eficaz que evolui e vive um romance com Theodore Twombly, a ideia neste momento é simplificar: ter uma vida mais fácil e tecnológica.

Dois bons exemplos são a Siri do iOS, e a Google Assistente do Android. Ambas conseguem compreender a Língua Portuguesa e podem ser consultadas sobre diversos assuntos. No primeiro caso, a atitude é mais irônica, mas vai além. Siri também conta piadas, toca músicas, cronometra tempo, envia e-mails, dá a previsão do tempo e informa seu status nas redes sociais.

Já a Google Assistente auxilia no processo de pesquisas na internet, ativação de alarmes, abertura de aplicativos, criação de eventos e outras atividades. Você pode perguntar sobre um destino e verificar as melhores opções de hospedagem, como chegar, dicas de pontos turísticos e restaurantes etc.

Nesse cenário, a Alexa é uma das assistentes com mais funcionalidades. Inspirada na nave Enterprise, de Star Trek, ela realiza cerca de 30 mil tarefas, que incluem:

  • leitura de notícias;
  • seleção musical;
  • contas matemáticas;
  • pesquisa de informações.

Se você contar com gadgets compatíveis, ainda pode acender a luz, fechar a garagem, trancar portas e por aí vai.

Existe também a Cortana, da Microsoft, que pode ser usada no Windows 10 ou em smartphones Android. Ela permite ativar o software pela reprogramação do botão Home, além de dispensar o Google Assistente. As informações do Windows 10 ainda podem ser sincronizadas com o smartphone, o que aumenta a interação disponibilizada.

Outros dispositivos e recursos inteligentes vêm sendo implementados e são bem aceitos pelos brasileiros. Uma pesquisa divulgada pelo site Computerworld demonstrou que 59% querem adquirir um equipamento dotado de inteligência artificial. Outros 14% já têm esse aparelho.

Assistentes virtuais no mundo corporativo

No ambiente empresarial, a tecnologia também já começou a ser adotada — e é impulsionada pela colaboração. Em vez dos carros voadores tão imaginados nos anos 1980, o futuro reserva uma grande mobilidade e conectividade móvel.

A expectativa é que em poucos anos as empresas tenham oportunidade de se beneficiar dos diálogos com robôs amigáveis, seja para a realização de pesquisas de mercado, seja para atendimento ao cliente ou redução de custos operacionais.

Atualmente, as plataformas mais procuradas são as que permitem uma aproximação maior com os clientes, já que assim é possível oferecer respostas em tempo real. Isso acontece porque a ampla escalabilidade ainda está indisponível.

É pouco viável pensar em acessar o sistema por voz como ocorre em Star Trek. Nesse caso, o dinheiro a investir seria grande demais, além de também ser um desafio técnico, ainda inatingível. Mesmo assim, a assistência virtual aos poucos é implementada em escritórios privados, cubículos e salas de conferência e reunião.

Assim, há flexibilidade e a implantação é muito mais fácil, porque os dispositivos móveis, computadores e wearables existentes hoje já conseguem administrar várias interações.

Como preparar seu negócio

O primeiro aspecto a pensar antes de responder essa pergunta é de que forma esse recurso será utilizado. O segredo está nos aplicativos corporativos e APIs que os conectam. É necessário haver interação entre as diferentes funcionalidades para que a atividade seja realizada por completo sem que tudo seja obrigatoriamente ativado por voz.

Por exemplo: você pede para enviar 2 relatórios do mês anterior a outra pessoa para atualizar os slides de uma apresentação que será realizada na semana seguinte. Esse é apenas um pedido, que se subdivide em vários comandos:

  • encaminhar a mensagem para a pessoa correta;
  • localizar os 2 relatórios citados e incluí-los na mensagem;
  • informar sobre a atualização dos dados da apresentação;
  • assinalar os slides individualmente para destacar o que deve ser atualizado;
  • adicionar um convite para a reunião.

Para que tudo funcione adequadamente, é necessário haver integração. Uma ideia é configurar workflows pela técnica If this, then that (IFTTT). Desse modo, é possível configurar comandos para executar ações complexas.

Essa situação vai criar um ecossistema de voz selecionado que vai ajudar a interação e disponibilizar os aplicativos em uma loja de apps corporativos. Porém, a integração ainda pode ir além.

É o caso da Alexa, que se prepara para funcionar em dispositivos com Windows 10 já em 2018. A expectativa é que haja várias mudanças, uma vez que a assistente virtual vai ser capaz de trazer informações de modo sonoro e visual.

Porém, o lançamento deve ser limitado, já que algumas funcionalidades ainda estão indisponíveis — como controle de câmeras de segurança, envio de mensagens, realização de ligações e integração com a smart home.

É importante destacar que a Cisco fez uma pesquisa para analisar a inteligência artificial no ambiente corporativo. Segundo dados divulgados no site TI Bahia, 95% das pessoas acreditam que esses recursos vão aprimorar as tarefas. O Brasil tem 51% dos entrevistados a favor, porque eles creem que vai haver mais geração de empregos. Além disso, 51% acreditam que a assistência virtual vai ajudar a organização interna.

As assistentes virtuais como a Alexa tendem a ser o futuro e a trazer mais produtividade, satisfação no ambiente de trabalho e organização nas tarefas. E o seu negócio, já está pronto para esse cenário? Entenda mais sobre o assunto com o nosso post que mostra qual é o real impacto da inteligência artificial nas empresas.

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