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Qual é a diferença entre HDMI 2.1 e HDMI 2.0 e qual eu devo escolher?

19 de dezembro de 2020

por: MKT Positivo

Nos últimos dois anos o mercado viu chegar aos poucos uma nova especificação entre os conectores: o HDMI 2.1. Criado em 2017, em um primeiro momento a novidade não fazia muito sentido, uma vez que ainda havia pouco a se aproveitar com ela.

Entretanto, as gerações de TVs e videogames que chegam ao mercado em 2020 começam a encontrar bons usos para essa tecnologia. Externamente, não há diferença alguma: um conector HDMI 2.0 se conecta normalmente em uma entrada HDMI 2.1, e vice-versa.

Porém, em termos de capacidade tecnológica há mudanças significativas. Vamos conhecer quais são elas e descobrir qual opção é mais indicada para cada ocasião.

HDMI: a evolução do conector de áudio e vídeo

HDMI é uma sigla em inglês para High-Definition Multimedia Interface. Ela chegou ao mercado em 2003 e com o tempo substituiu conectores como DVI, VGA, SCART e vídeo componente. Ao longo dos anos, passou por diversas versões, sempre com melhorias a cada geração. Veja como foi a evolução em cada uma das versões.

  • – HDMI 1.1 (maio de 2004): suporte para DVD Áudio.
  • – HDMI 1.2 (agosto de 2005): adiciona suporte para o formato One Bit Audio, além de melhorias para uso do conector em PCs.
  • – HDMI 1.3 (junho de 2006):  aumenta a largura de banda single-link para 340MHz (10.2Gbps) para suportar a exigência dos futuros dispositivos de vídeo HD.
  • – HDMI 1.4 (2009): canal Ethernet integrado, suporte a 1080p em 3D e imagens com resolução de 4K. Ainda é amplamente utilizado.
  • – HDMI 2.0 (2013): permite um tráfego de dados de até 18 Gbps, podendo carregar uma resolução de 3840×2160 (4k) em até 60 fps. A nova tecnologia de cabos dá suporte a até 32 canais de áudio e conta com outros atrativos, como sincronização automática de som e imagem e extensões CEC adicionais.
  • – HDMI 2.1 (2017): adiciona suporte para resoluções mais elevadas e taxas de atualização mais elevados, incluindo 4K 120 Hz e 8K 60 Hz.

HDMI 2.0 x HDMI 2.1: o que muda?

Na prática, o HDMI 2.1 possibilita a transferência de dados em taxas mais altas do que as do HDMI 2.0. Entretanto, a menos que você pretenda executar conteúdos em 4K com taxa de atualização de 120 Hz é pouco provável que você perceba muita diferença. Entretanto, a tendência natural é de que o HDMI 2.1 substitua o HDMI 2.0 aos poucos.

As conexões do tipo HDMI 2.1 podem suportar resoluções de 4K a 120 Hz e de 8K a 60Hz. Em teoria, o padrão é compatível até mesmo com a resolução 10K em 120 Hz, mas ainda não há tecnologia disponível para tanto.

Outros recursos adicionais do HDMI 2.1 incluem:

  • – HDR dinâmica: especifica HDR metadados a partir de uma base quadro a quadro.
  • – Alta taxa de quadros (HFR) para 4K, 8K e 10K, adicionando suporte para taxas de atualização de até 120 Hz.
  • – Aprimora Audio Return Channel (EARC) para formatos de áudio baseado em objetos, como Dolby Atmos e DTS: X.
  • – Variável Refresh Rate (VRR), reduz ou elimina lags, propiciando movimento mais fluido em jogos.
  • – Comutação de Mídia Rápido (QMS) para filmes e vídeos, eliminando o atraso que pode resultar em telas em branco antes da exibição do conteúdo.
  • – Transporte Quadro rápida (QFT), reduzindo a latência.
  • – Modo Auto Low Latency (ALLM), permitindo configuração de latência automática para a menor latência ideal possível.

Devo trocar meus dispositivos HDMI 2.0 por versões com HDMI 2.1?

Não é preciso correr. Como esse é um padrão relativamente novo, especialmente em TVs e consoles, a ampla maioria dos consumidores ainda não possui equipamentos completamente compatíveis com essa tecnologia.

Uma TV com entrada HDMI 2.1 só rodará conteúdos em 4K a 120 Hz se a fonte de origem – no caso, consoles da nova geração – também tiverem essas características. A mesma lógica se aplica aos PCs: nesse caso, não só o monitor precisa ser compatível, como também a GPU (e os demais componentes para que possam suportam capacidades maiores de processamento).

Portanto, fique tranquilo por enquanto, mas já inclua essa especificação técnica como um diferencial desejável nas suas futuras compras de eletrônicos em 2021.