JPEG XL: novo formato de imagem vai ser 60% mais leve

Uma novidade anunciada neste mês está deixando muita gente curiosa: afinal, o que é o JPEG XL? Falamos de um novo formato de compactação de imagem, similar ao tradicional JPEG, mas que promete ser até 60% mais leve.

A ideia foi proposta pelo Joint Photographic Experts Group, organização responsável pelo desenvolvimento do formato JPEG (aliás, repare nas iniciais do nome do grupo, são exatamente as mesmas do formato de arquivo).

Como resultado, as imagens JPEG XL ocupariam menos espaço de armazenamento, aumentando a capacidade dos dispositivos.

As novidades do JPEG XL

Além de economizar espaço em disco, o JPEG XL deve trazer consigo outros recursos interessantes. Uma das possibilidades é a de que ele ofereça um leque maior de itens editáveis. As futuras imagens JPEG XL poderão suportar, por exemplo, transparência, algo que hoje é restrito a outros formatos como o PNG.

Outra possibilidade ainda é o suporte a HDR e a animações a partir de múltiplos quadros, como ocorre com o formato GIF.

Em outras palavras, o JPEG XL será mais versátil que o formato atual, podendo incorporar características de outros formatos. Isso facilitará ainda a compatibilidade entre os múltiplos dispositivos existentes.

Menos espaço ocupado, menores custos

Apesar de todas essas características serem bastante interessantes para os usuários, o principal chamariz da nova tecnologia é mesmo o fato de as imagens ocuparem menos espaço em disco.

Essa eficiência poderá ser traduzida em redução de custos para as empresas, que poderão armazenar mais arquivos ocupando mesmo espaço em disco.

Para quem armazena os arquivos na nuvem, como os sites da internet, os benefícios são uma maior velocidade de carregamento das imagens e um consumo menor de banda a cada transferência.

As imagens estão entre os tipos de arquivos que mais consomem tráfego nos sites tradicionais e, portanto, a economia seria bastante significativa.

®JPEG

Para os consumidores há ainda a vantagem que a navegação na internet consumiria menos dados, uma característica que é especialmente interessante nos planos 4G em que há limitação de banda.

Por fim, vale lembrar que por conta dos múltiplos recursos de edição compatíveis, a qualidade final das imagens poderá ser melhor.

Adoção depende da indústria

Embora o novo formato ainda esteja em desenvolvimento, é inegável que ele abre boas perspectivas para os consumidores. Para que ele chegue definitivamente ao público, é preciso que os grandes fabricantes o adotem, o que pode demorar um tempo.

Some a isso o fato de que algumas empresas também estão em busca de um formato próprio, o que pode causar um desinteresse pelo JPEG XL.

Os processos de descompactação das imagens, por exemplo, precisam ter suporte da CPU e nesse momento entram em cena fabricantes como Qualcomm e Intel, que precisam adicionar aos seus componentes essa capacidade de leitura.

Caso contrário, a energia dispendida no processo de descompactação pode acabar comprometendo a autonomia de bateria de notebooks e smartphones.

O formato JPEG, consagrado pela indústria, já tem 25 anos e hoje é considerado o mais popular no que diz respeito às imagens. Será que o JPEG XL conseguirá estender esse reinado por mais tempo?

Fonte(s): CNet

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