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MBR ou GPT? Entenda qual a diferença entre as partições quando for instalar um HD ou SSD

31 de outubro de 2019

por: MKT Positivo

Se você já passou pelo processo de instalação de um HD ou SSD no PC, certamente já se deparou com duas opções de siglas durante o passo a passo. Saber qual é a diferença entre MBR e GPT é fundamental para garantir um melhor desempenho aos seus dispositivos.

Em linhas gerais, essas siglas têm relação direta com a versão do sistema operacional Windows. O formato MBR é mais indicado para o Windows 8.1 enquanto o GPT funciona melhor com o Windows 10. Vamos compreender mais detalhes sobre esses dois formatos.

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MBR e GPT: qual é a diferença?

MBR e GPT são padrões que indicam a forma como os dados serão armazenados no disco. MBR é um sigla para “Master Boot Record”. Ele representa o padrão mais antigo, usado até o Windows 8.1, e não permite que o usuário faça mais do que quatro partições primárias no mesmo disco.

Já GPT é uma sigla para “GUID Partition Table” e trata-se do padrão mais recente, implantado a partir do Windows 10. Diferentemente do MBR, no GPT é possível criar até 128 partições diferentes dentro de um disco no Windows. Porém, não é apenas o número de partições possíveis a principal diferença entre esses dois formatos.

O formato MBR foi introduzido junto com o IBM PC DOS 2.0 em março de 1983 e é usado até hoje. Já o GPT foi lançado no início dos anos 90, mas se tornou popular apenas nos últimos anos.

Variações de tamanho e estrutura

Os formatos MBR e GPT variam também quanto ao tamanho máximo da partição. Na versão mais antiga, a MBR, não é possível criar partições maiores do que 2 TB.

Isso se torna um problema, especialmente para aqueles que têm HDs e SSDs com capacidades maiores. Esse problema não ocorre no formato GPT, uma vez que nele o limite é de 9,4 ZB (sigla para zetabytes, unidade que representa 1 trilhão de GB).

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As diferenças não param por aí: a estrutura de inicialização de arquivos do sistema operacional também muda. No MBR, as informações necessárias para o computador encontrar o sistema operacional e carregá-lo ficam sempre salvas em uma única partição.

Isso significa que, se alguma coisa der errado com o disco, os dados se corrompem e não há mais como reinicializar o computador. Esse tipo de problema não acontece no formato GPT.

Isso porque ele utiliza uma estrutura replicante, criando cópias dos dados de inicialização em várias partes do disco.

A estrutura do MBR consiste em três partes: o master boot code, a tabela de partição para o disco e a assinatura de disco. A tabela de partição suporta no máximo quatro entradas de partição primária no Windows. Já o GPT suporta, teoricamente, um número ilimitado de partições, mas o Windows restringe esse número a 128.

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Agora que você já conhece as diferenças entre eles, certamente já conseguiu decifrar qual é a melhor opção em cada um dos casos. A regra a ser seguida é bastante simples: se o HD ou SSD que você instalará vai rodar o Windows 8.1 (ou versão anterior), opte pelo MBR.

Agora, se estamos falando da instalação de um dispositivo que rodará o Windows 10 (ou qualquer versão mais recente que venha a ser lançada), opte pelo formato GPT.

É importante ressaltar que uma vez feita a escolha, para trocar de um sistema para outro é preciso formatar o disco. Existem ferramentas auxiliares que são capazes de mudar os dados de um formato para outro sem que haja perda, mas não é o mais recomendado.

Fonte(s): Partition Wizard e Monitool

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