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Fim do Adobe Flash Player: saiba o que muda na internet sem ele

O ano de 2020 não vai deixar saudade para muita gente, mas o final dele marca também o encerramento de uma história de 24 anos na internet: o Adobe Flash Player.

O software criado nos anos 90 de Macromedia, adquirida posteriormente pela Adobe, virou sinônimo de reprodução de mídia na web. Vídeos, jogos e animações são apenas alguns dos exemplos que o formato é capaz de reproduzir. Dia 31 de dezembro de 2020 oficialmente ele terá o seu funcionamento suspenso.

Adobe Flash Player: uma morte anunciada

A descontinuidade do Adobe Flash Player foi anunciada em 2017 pela empresa. Segundo a companhia, a decisão foi tomada porque outras ferramentas acabaram substituindo o Flash em páginas web, como HMTL5, WebAssembly e WebGL.
No passado, o Flash funcionou como uma espécie de plugin para navegadores como Google Chrome, Mozilla Firefox e Internet Explorer, permitindo que eles reproduzissem conteúdo multimídia sem a necessidade de download ou de outros softwares específicos. Jogos em Flash marcaram uma geração e forma um grande sucesso na web no início dos anos 2000.
Nos últimos anos, a Adobe encorajou os desenvolvedores a migrarem seus softwares para que eles pudessem ser compatíveis com outras ferramentas. Nem todos os webmasters fizeram isso, de maneira que é bem provável que no próximo dia 1º de janeiro possamos ver muitas páginas que não são atualizadas há tempo exibindo mensagens de erro.
Além do fim do suporte à plataforma e de encerrar a compatibilidade do serviço com esse tipo conteúdo, a partir de 12 de janeiro a empresa prometeu bloquear qualquer conteúdo que ainda reste, como medida de segurança.

Sucesso do mobile “matou” o Flash


O sucesso do Adobe Flash no início dos anos 2000 foi interrompido com a chegada dos smartphones. As versões mobile dos navegadores eram incompatíveis com a tecnologia devido ao fato de que o carregamento dessas informações era considerado “pesado”, consumindo muita bateria para execução.
Já no PC, a principal reclamação por parte dos desenvolvedores era com relação à segurança. Falhas eram reportadas com muita frequência e, em um período de 14 anos, a Adobe precisou intervir com 292 correções na plataforma. Pela vulnerabilidade que oferecia, muitos desenvolvedores desistiram de usar a tecnologia, colocando o futuro do Flash em xeque.
Como hoje a maior parte dos acessos à internet ocorrem a partir de um smartphone, os pontos negativos da plataforma se tornaram um limitador cada vez mais relevante.
Atualmente, o HTML5 é considerado o principal substituto do Flash. Ele permite a manipulação de arquivos de áudio e vídeos com mais facilidade, dispensando o uso de plugins. Essa é a tecnologia empregada em serviços de streaming, como o YouTube.
Já em termos de layout e design web, os recursos em Flash foram substituídos pelo CSS e pelo Adobe Animate. Até mesmo a linguagem de programação JavaScript é capaz de gerar informação audiovisual, sendo inclusive utilizada em smartphones.

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