A Meta, empresa que administra o Facebook e o Instagram, anunciou recentemente uma mudança significativa em suas plataformas: a introdução opcional de um serviço de assinatura paga que permite navegar sem visualizar anúncios. Esta novidade, inicialmente disponível na Europa, pode mudar drasticamente a mecânica de receita dentro das redes sociais, que até então dependiam quase exclusivamente de publicidade para monetizar.
Com preços que estão estipulados em 9,99 euros mensais (cerca de R$ 54) para a versão web e 12,99 euros (cerca de R$ 70) para as versões móveis, o serviço passou a ser uma alternativa interessante àqueles que almejam uma internet menos poluída e enviesada.
Esta iniciativa surgiu no Velho Continente justamente pelas exigências por maior controle sobre a privacidade dos dados estão crescendo, onde regulamentações como o GDPR impõem diretrizes mais estritas para o tratamento de informações pessoais e que estão alguns anos-luz à frente das regulamentações como a LGPD, vigente no Brasil.
Na Europa, as leis de privacidade, como o GDPR (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados) e a recente Lei de Mercados Digitais, estão forçando as empresas de tecnologia a repensar suas estratégias de monetização e o uso de dados dos usuários através da legislação, que impõe multas caríssimas caso contrariadas.
O movimento também reflete uma tendência mais ampla no setor de tecnologia, onde outras plataformas já começaram a explorar modelos de assinatura como alternativas críveis e viáveis.
Esta mudança reflete a cessão às regulamentações de privacidade mais rigorosas, além de abrir o caminho para uma potencial transformação na forma como as plataformas de mídia social podem operar no futuro. A Google, através do YouTube Premium (disponível no Brasil), já tem caminhado na mesma direção e devemos crer que esta adoção logo será comum nas principais empresas de tecnologia.
Para os usuários, essa nova opção oferece uma alternativa desejável à experiência padrão repleta de anúncios. Ao mesmo tempo, levanta questões sobre o acesso e a equidade, já que agora uma experiência de navegação “premium” está disponível para aqueles dispostos a pagar por ela, fazendo com que alguns novos recursos estejam liberados apenas para quem puder arcar com eles.
Já para as empresas, especialmente as pequenas, que dependem de publicidade direcionada, ainda resta ver como essa mudança afetará suas estratégias de marketing e visibilidade online.
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