As novas tecnologias estão mudando até mesmo os setores mais tradicionais da economia, como o mercado das seguradoras. É por esse motivo que as startups denominadas insurtechs estão liderando e revolucionando esse nicho de negócio.

A combinação das palavras “seguro” e “tecnologia” — “INSURance” + “TECHnology”, em inglês — resultou no termo “insurtech”. Na prática, é a aplicação de tecnologia de ponta aos processos operacionais de uma seguradora, com o propósito de inovar o modelo de negócio e tornar a experiência do cliente mais proveitosa.

Quer saber logo como as insurtechs estão revolucionando o setor de seguros? Então, continue a leitura atentamente.

Por que as insurtechs estão em alta?

Seguradoras e empresas intensivas do mercado digital, como Google, Facebook, Amazon e Alibaba, estão investindo fortemente nas insurtechs — 2,7 bilhões de dólares em 2015 — em função do potencial de crescimento rápido e exponencial que elas têm e das iniciativas inovadoras disruptivas e criativas que praticam.

Não é à toa que o relatório Insurtech Outlook 2017, da Consultoria Everis, que aborda de forma panorâmica esse novo ecossistema de negócios, informa que tecnologias como Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), Telemática e Computação em Nuvem (Cloud Computing) estão se tornando parte do DNA das seguradoras, no sentido de ter um foco mais alinhado às expectativas dos clientes e desenvolver novas competências digitais.

Essas tecnologias contribuem para uma série de melhorias nos processos, produtos e serviços das companhias seguradoras de todos os segmentos — residencial, auto, vida, saúde, entre outros. Veja como:

Melhorias operacionais

O Big Data permite avaliar grandes volumes de informações de bases de dados próprias das seguradoras, assim como de fontes de dados dispersos — redes sociais, internet, IoT —, a fim de obter insights — modelos preditivos — e uma visão mais ampla quanto a diversos aspectos, tais como:

  • o comportamento dos clientes reais e potenciais;
  • metodologias de avaliação de riscos;
  • eficiência de políticas de preços;
  • padrões e tendências;
  • correlações desconhecidas;
  • novas fontes de receita;
  • prevenção de fraudes.

Tudo isso gera melhorias operacionais significativas para as seguradoras.

Ofertas personalizadas

Conhecendo o perfil comportamental dos clientes e tendo maior precisão na avaliação de riscos, as insurtechs conseguem oferecer seguros sob medida para os diversos interesses dos segurados. Dessa forma, o custo do seguro fica mais adequado ao perfil de risco individual do segurado.

Alguns exemplos de ofertas personalizadas são: seguro de veículo por hora ou por milhagem sob demanda, seguro para transações de compartilhamento de imóveis da economia colaborativa e microsseguros. Ou seja, as insurtechs oferecem produtos sob medida para atender a novas demandas e a demandas reprimidas.

Serviços acessíveis

Os planos de seguros ficam mais acessíveis em termos de custo e de entendimento. Com poucos recursos financeiros, será possível adquirir planos que atendam às necessidades do segurado — e o melhor: entendendo exatamente quais são as informações e condições do seguro, o que, no mercado tradicional, sempre foi meio nebuloso.

As insurtechs vão atender, principalmente, pessoas físicas e jurídicas que não tinham acesso a produtos de seguro no mercado convencional, mas que têm demandas específicas a serem atendidas.

Menor burocracia

As insurtechs exploram a automação de processos, utilizando a tecnologia para promover a redução de custos, encurtar os ciclos de serviços, tornando-os mais ágeis e menos burocráticos, para facilitar a contratação e o cancelamento de seguros.

Até mesmo a solução de sinistros, que costuma ser complicada nas seguradoras tradicionais, com exigências de vários documentos; com as insurtechs, será realizada em poucos cliques, contando com a assistência da inteligência artificial.

Identificação do segurado

Soluções digitais de autoinspeção, vistoria e sinistros, totalmente conduzidas pelo segurado, atendem prontamente às expectativas de automação, desburocratização e agilidade dos usuários de seguros, o que gera maior identificação do segurado com os produtos e serviços da seguradora.

Maior segurança

As tecnologias aplicadas na implementação e operação das plataformas e aplicativos de vendas de seguros online conferem excelente nível de segurança e proteção das informações dos segurados e suas apólices.

Facilidade na liberação de crédito

Os processos automatizados de avaliação e liberação de crédito para o segurado são simplificados e ágeis. Além disso, a venda online de seguros permite efetivar o pagamento por meio de cartão de crédito ou débito, facilitando a vida do segurado e da seguradora.

Maior conveniência

Por meio de tecnologias inovativas, é possível ofertar seguros aos clientes em ocasiões propícias à concretização da contratação, tais como: seguro de responsabilidade civil para advogados, engenheiros e médicos durante seminários; seguro auto em feiras de automóveis; seguro residencial em feiras de imóveis; seguro de viagem no desbloqueio do cartão de crédito ou cartão pré-pago internacional.

Quais são as tendências das insurtechs para o futuro?

A base de dados “Insurtech Panorama”, da McKinsey — empresa de serviços financeiros —, traça as tendências desse novo modelo de negócios da seguinte forma:

  • 61% das insurtechs visam prover soluções digitais para simplificar partes da cadeia de valores das seguradoras tradicionais;
  • 9% pretendem disputar mercado com as seguradoras offline;
  • 30% objetivam simplificar a interação do cliente com a seguradora, sem que haja necessidade da intermediação de atendentes.

Como vimos, as insurtechs representam mais uma oportunidade do que uma ameaça para as seguradoras físicas. Para não perder fatias do mercado, as tradicionais devem analisar as inovações trazidas pelas insurtechs e optar por uma das seguintes estratégias: digitalizar suas operações, realizar a fusão ou aquisição de uma insurtech ou fazer parcerias com uma dessas startups para alavancar seus negócios.

As insurtechs são puramente digitais e com operações altamente escaláveis. Elas têm tido como principal foco as linhas de seguros pessoais, mas estão começando a se movimentar para atender ao segmento comercial, focando principalmente as pequenas e médias empresas. Os principais motivos de sucesso delas são:

  • aventurar-se em mercados inexplorados;
  • atender às necessidades não satisfeitas dos segurados no mercado tradicional;
  • desenvolver modelos de negócios que tragam solução para os pontos fracos das seguradoras tradicionais.

Uma insurtech demonstra uma cultura empreendedora de vanguarda, que rompe com paradigmas do mercado convencional de seguros, entende as dores dos segurados e oferta soluções personalizadas, sob demanda. E o melhor: a baixo custo, sem burocracias desnecessárias, com processos inteiramente digitais e flexíveis.

Agora que você já sabe o que é uma insurtech e entende o imenso potencial de crescimento desse novo modelo de negócios no segmento de seguros, que tal compartilhar essas informações nas redes sociais?

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