logo do Spotify sobre um fundo verde

Spotify vai mudar modelo de royalties pago aos artistas

O Spotify está planejando mudanças significativas em seu modelo de royalties, que afetarão principalmente os detentores de direitos de músicas menos populares na plataforma. Estas mudanças, que visam transferir US$1 bilhão em pagamentos para “artistas ativos” nos próximos cinco anos, são uma resposta aos desafios enfrentados pela plataforma, como a fraude em streaming e a necessidade de recompensar melhor os músicos.

logo do Spotify

Como funciona o modelo de royalties atual no Spotify?

O modelo vigente  é baseado em um sistema de “pool de royalties”. Este sistema determina como os pagamentos são distribuídos entre os artistas. Aqui está um resumo de como ele funciona:

  • Geração de receita: o Spotify gera receita principalmente através de assinaturas pagas e publicidade. Esta receita é coletada em um “pool”.
  • Cálculo da participação de mercado: a participação de cada artista no pool de royalties é calculada com base na proporção de streams que suas músicas recebem em relação ao total de streams na plataforma. 

Por exemplo, se as músicas de um artista representam 1% do total de streams no Spotify durante um determinado período, esse artista receberá 1% do pool de royalties.

  • Distribuição de Royalties: os royalties são então distribuídos aos artistas (ou seus representantes, como gravadoras ou distribuidores) com base nessa participação de mercado. Isso significa que artistas com mais streams recebem uma maior parcela dos royalties.
  • Fatores influenciadores: vários fatores podem influenciar a quantidade de royalties que um artista recebe, incluindo o número de assinantes pagos versus usuários gratuitos (com anúncios) e as taxas de assinatura em diferentes regiões.
animação de uma pessoa abraçada com uma caixa de som que toca uma música muito alta em um cômodo com luzes piscando

E por que ele tem sido objeto de discussão?

O modelo atual tem sido criticado por favorecer artistas populares e bem estabelecidos em detrimento de artistas independentes e emergentes. 

Além disso, há preocupações sobre a exploração do sistema por meio de práticas como o “streaming fraudulento”, onde streams são artificialmente inflados para aumentar a participação nos royalties.

Veja 6 motivos de grande debate sobre o tema

  1. Desigualdade na distribuição de receita: o modelo atual é frequentemente criticado por favorecer artistas mais populares e estabelecidos, que acumulam a maior parte dos streams e, consequentemente, uma maior parcela dos royalties. Isso deixa artistas independentes e emergentes com uma fatia menor do bolo, mesmo que tenham uma base de fãs dedicada.
  2. Questões de justiça e equidade: há um debate contínuo sobre se o modelo de “pool de royalties” é a maneira mais justa de compensar os artistas. Alguns argumentam que um modelo baseado em “pagamento por stream” seria mais equitativo, garantindo que cada stream gere uma quantia fixa de dinheiro, independentemente da popularidade do artista.
  3. Streaming fraudulento: o sistema atual é suscetível a manipulações, como o streaming fraudulento, onde streams são artificialmente inflados para aumentar a participação nos royalties. Isso não apenas distorce a distribuição de receita, mas também prejudica a integridade do sistema de streaming como um todo.
mulher em um programa de TV levantando uma plaquinha escrito "fraude" em inglês
  1. Transparência e compreensão: muitos artistas e stakeholders da indústria da música expressam preocupações sobre a falta de transparência no cálculo e distribuição dos royalties. A complexidade do modelo atual pode tornar difícil para os artistas entenderem exatamente como sua receita é calculada.
  2. Mudanças no consumo de música: o modelo de royalties do Spotify reflete uma era em que o streaming de música se tornou a forma dominante de consumo. À medida que os padrões de consumo de música continuam a evoluir, surgem questionamentos sobre se o modelo atual ainda é adequado ou se precisa ser adaptado para refletir melhor as tendências atuais e futuras.
  3. Pressão dos artistas e da indústria: artistas e outros profissionais da indústria têm pressionado por mudanças no modelo de royalties, buscando uma distribuição mais justa e equitativa da receita gerada pelo streaming.

Como será o novo modelo adotado em 2024?

Segundo o Music Business Worldwide, o streaming pretende implementar três alterações principais:

  1. Introdução de um limite mínimo de streams: a partir de 2024, cada faixa no Spotify precisará atingir um número mínimo de streams anuais para começar a gerar royalties. Isso tem como objetivo desmonetizar músicas pouco populares que atualmente ganham menos de cinco centavos por mês.
  2. Punição financeira para distribuidores de música: o Spotify planeja penalizar financeiramente os distribuidores de música, incluindo gravadoras, quando atividades fraudulentas são detectadas em faixas que eles enviaram ao serviço. Isso cria um incentivo para impedir a fraude e proteger os artistas e detentores de direitos legítimos.
  3. Tempo mínimo para faixas de “Ruído”: para faixas de “ruído” não musicais, como sons brancos, binaurais, etc., o Spotify pretende estabelecer um tempo mínimo para que uma faixa gere royalties. Isso visa evitar abusos, como a divisão de playlists em faixas de 31 segundos para aumentar os pagamentos.
Jake, do desenho Hora de Aventura, ouvindo música em um walkman e olhando atravéas da janela

Essas mudanças, que podem ser implementadas a partir do primeiro trimestre de 2024, já estão gerando controvérsias. Enquanto 99,5% do conteúdo monetizado ainda gerará dinheiro após essa mudança, artistas indie e menores podem ver seus rendimentos diminuírem. Além disso, criadores de conteúdo de ruído podem ter seus ganhos reduzidos significativamente devido à exigência de um tempo maior de reprodução.

O Spotify ainda não confirmou oficialmente essas informações, mas as mudanças propostas já estão recebendo críticas, especialmente por afetarem negativamente artistas menos populares e criadores de conteúdos específicos. Contudo, é inevitável que o plano de royalties deva ser implementado no início do próximo ano.

***

Para os amantes da música e para aqueles que acompanham as tendências da indústria, este é um momento interessante, pois pode ditar as novas tendências de músicas e conteúdos que veremos na plataforma dos próximos anos. 

Convidamos você a se manter informado e engajado com estas mudanças: visite o blog Positivo Do Seu Jeito para mais insights, análises e atualizações do universo digital.

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