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O que é Intel Optane? Veja como funciona e para que serve essa tecnologia de memória para deixar PCs mais rápidos

28 de novembro de 2018

por: MKT Positivo

Compreender o que é o Intel Optane é fundamental para entender quais são os rumos que a indústria de tecnologia pretende seguir nos próximos anos. A ideia é criar uma espécie de memória cache extra de alta velocidade e, com isso, melhorar a performance dos PCs.

A proposta da Intel é que essa tecnologia seja capaz de substituir os SSDs e até mesmo as memórias RAM do tipo DDR no futuro. Contudo, até que isso aconteça existe um longo caminho a ser percorrido. Os primeiros lançamentos embarcados com a tecnologia Optane chegaram ao mercado em 2017, em módulos de baixa capacidade de armazenamento – 16 GB e 32 GB.

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Como funciona a tecnologia Intel Optane?

Assim como os SSDs representam um avanço em relação aos HDs, os módulos Intel Optane são o passo seguinte além dos SSDs. Segundo a Intel, é possível que eles consigam oferecer um ganho de performance até dez vezes superior em relação aos atuais SSDs. No entanto, ao menos de início, eles foram direcionados para servir como memória cache.

Há muitos modelos de ultrabook que contam com SSDs de capacidade reduzida, como 8 GB, 16 GB ou 32 GB. Os primeiros modelos Optane virão para substituir os SSDs nessas funções.

Em outras palavras, em vez da combinação HD + SSD para cache, veremos então SSD + SSD Optane. Isso no início, pois a tendência é que versões com maior capacidade de armazenamento apareçam futuramente.

Mas afinal quais são as diferenças do Optane?

O principal destaque fica por conta de uma tecnologia chamada 3D Xpoint. Ela foi desenvolvida pela Intel em parceria com a Micron. Basicamente, ela pode ser encarada como uma fusão das funções dos SSDs e das memórias RAM. Em um único módulo são reunidos a velocidade de leitura e escrita das RAM e a possibilidade de gravação de dados dos SSD.

Em outras palavras, um único dispositivo reúne velocidade, densidade e não-volatilidade. O desenvolvimento não se baseou em tecnologias anteriores e, por essa razão, a compatibilidade ainda é bastante limitada. Por exemplo, o funcionamento é possível apenas a partir da sétima geração de processadores Intel (Kaby Lake). Não há compatibilidade com Skylake ou Broadwell, além de não haver também compatibilidade com componentes AMD.

Depois de substituir os SSDs para essas tarefas mais simples, proporcionando mais desempenho a um custo menor, o passo seguinte é substituir as memórias RAM DDR atuais. De acordo com a Intel, um PC equipado com Optane pode carregar um game pesado até 67% mais rápido do que outro com configuração similar, mas sem a nova tecnologia.

Já vale a pena migrar para a nova tecnologia?

A resposta é sim, desde que você tenha os demais componentes compatíveis. O custo das unidades Optane é relativamente baixo se comparado ao valor de HDs e SSDs. Obviamente, falamos aqui de módulos de baixa capacidade, que não devem ser utilizados como substitutos desses componentes, mas sim como peças complementares para execução de memória cache.

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A unidade de inicialização SATA que você está acelerando deve conter: partição GPT, formato do setor 512B e sistema operacional Windows 10 64-bit com pelo menos 5 MB de espaço não alocado contínuo no final do volume de inicialização.

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Importante: as unidades PCIe NVMe não têm suporte para aceleração do sistema. Já as unidades secundárias de dados são suportadas para a aceleração do sistema com a versão de Software 16.0.2.1086 ou posterior.

Uma única unidade SATA com vários sistemas operacionais não é suportada com a aceleração do sistema. Assim, sistemas de inicialização Dual OS não são suportados e a própria Intel não recomenda que isso seja feito.