A atuação estratégica do setor de Tecnologia da Informação exige que os gestores busquem técnicas e ferramentas que ajudem a reduzir os custos. É aí que entra o monitoramento de infraestrutura de TI, que evita indisponibilidades, interrupções e falhas que possam causar prejuízos significativos.

Apesar de todos os benefícios, ainda há muitas dúvidas a respeito desse assunto. Segundo um estudo da Ipswitch, divulgado pelo Canaltech, 66% dos profissionais da área indicam que têm dificuldade para realizar suas atividades devido à complexidade dos ambientes. O resultado é que há um gasto excessivo de tempo e uma pressão maior sobre as equipes técnicas.

Essa situação é ainda mais relevante diante do contexto atual. Os recursos de TI são cada vez mais consumidos por conta do grande volume de aplicações e dispositivos, que tem crescido de forma exponencial nos últimos anos. Por isso, torna-se necessário montar a estrutura de TI e monitorá-la.

Para ajudar a entender e aplicar esse contexto, neste guia completo vamos mostrar os principais aspectos do monitoramento de infraestrutura, como: seu conceito, suas vantagens, as consequências de não o adotar, os tipos existentes, como executá-lo, as características dos serviços e a análise de dados.

Então, que tal saber mais? Acompanhe o artigo!

O que é o monitoramento de infraestrutura de TI?

O propósito é assegurar que a infraestrutura tenha alta capacidade de processamento com o máximo de controle. Dessa maneira, é possível garantir a disponibilidade de aplicações e sistemas, assim como automatizar atividades para obter um resultado melhor.

Nesse sentido, um estudo da consultoria IDC, divulgado pelo site IT Forum 365, evidenciou que os gastos com infraestrutura, serviços em Big Data e Analytics e software devem alcançar 3,2 bilhões de dólares em 2018. Por sua vez, a contratação de plataforma, Software as a Service (SaaS) e infraestrutura em nuvem pública deve movimentar 1,7 bilhão de dólares em 2018 e dobrar até 2020.

Um dos motivos que justificam esses investimentos é evitar a obsolescência de sistemas, equipamentos e rede usada em empresas de todos os portes e segmentos. No entanto, há outras razões para adotar essa ação, como a garantia da disponibilidade de softwares e ambientes, especialmente nos serviços críticos e de negócios, e o uso inadequado dos recursos dos colaboradores.

Para se ter uma ideia, um levantamento da consultoria Forrester, publicado no site Profissionais TI, indicou que uma hora de inatividade nos sistemas pode chegar a prejuízos que variam de 10 dólares a 1 milhão de dólares.

A mesma pesquisa ainda demonstrou que 34% das empresas passam por downtime diariamente. Já 42% demoram entre uma hora e uma semana para identificar a origem do incidente e 60% envolvem entre 4 e 10 colaboradores para essa tarefa.

Diante desse cenário, fica evidente que é preciso agir proativamente — inclusive com relação aos recursos indiretos, que costumam ser ignorados. O monitoramento da infraestrutura também contribui para definir investimentos adequados para a TI e garantir o Total Cost of Ownership (TCO), isto é, a receita financeira projetada para o setor.

Mais que isso, o controle realizado permite mensurar a disponibilidade dos dispositivos, garantir o Service Level Agreement (SLA) e o Service Level Management (SLM), gerar relatórios de capacidade, medir o desempenho etc. Com isso, vários problemas podem ser solucionados, como:

  • falhas nos sistemas que imobilizam recursos;
  • lentidão dos softwares, causada por motivos desconhecidos pelo gestor;
  • dificuldade em mensurar indicadores qualitativamente;
  • identificação antecipada dos problemas da área de TI;
  • alinhamento da TI ao negócio da sua empresa.

Em outras palavras, o monitoramento assegura a análise de tendências em infraestrutura, como o Network Operations Center (NOC). Por meio dele, diferentes recursos são usados para gerenciar ou controlar uma rede de computadores. Dessa forma, é possível aprimorar os resultados.

Quais são as principais vantagens?

O Network Barometer Report 2016, publicado no site Dimension Data, mostrou vários benefícios derivados do monitoramento da infraestrutura de TI. Por exemplo: 32% delas respondem até 69% mais rápido e 75% têm uma ou mais vulnerabilidades de segurança. O relatório indicou ainda que 1/3 dos problemas são derivados de falha humana.

Esses dados comprovam as vantagens de adotar essa atividade na sua empresa. A seguir, mostramos outros benefícios. Confira!

Prevenção de falhas

A análise proativa do ambiente de TI permite antecipar problemas e evitar paradas repentinas, mas que poderiam ser impedidas. Isso ocorre por meio de verificações regulares da infraestrutura, que contribuem para a identificação de discrepâncias que podem ocasionar prejuízos à empresa e aos seus clientes.

Tenha em mente que a infraestrutura de TI pode afetar a produtividade dos funcionários. Portanto, esse é outro motivo para atuar proativamente. O resultado é a oferta de um desempenho contínuo e a melhoria da eficiência.

Redução de custos

O monitoramento da rede evita o desembolso desnecessário de tempo e dinheiro, com uma correta alocação de recursos. Assim, a disponibilidade dos ambientes e a correção rápida dos problemas são diretamente proporcionais ao aumento do lucro. Além disso, é dessa maneira que você identifica como os dispositivos são usados e quando um espaço adicional no disco é necessário para elevar a capacidade eficaz e rapidamente.

Eficiência e foco das equipes

Os colaboradores se mantêm mais concentrados em seus objetivos devido ao monitoramento da infraestrutura. Como as indisponibilidades são menos frequentes, o resultado é o aumento da produtividade e a performance eficaz dos funcionários.

Consequentemente, há melhoria na qualidade dos serviços prestados ao cliente, que podem ficar disponíveis 24 horas por dia. Em caso de imprevistos, eles podem ser rapidamente contornados e aumentar a satisfação dos usuários. Dessa maneira, há o aumento da vantagem competitiva do negócio.

Potencialização da vida útil dos equipamentos

O monitoramento da rede facilita a identificação de uso máximo de um dispositivo. Assim, é possível alterar essa situação e garantir o máximo de vida útil para os equipamentos. Da mesma forma, é mais fácil verificar o que acontece e fazer a correção ou a substituição de dispositivos.

Valorização da área de TI

A garantia de disponibilidade da rede traz vários benefícios, como o atendimento dos incidentes no SLA adequado e a adoção de melhores práticas de TI, como as embasadas na ISO 9001:2008 e no Infrastructure Technology Information Library (ITIL).

Com isso, há garantia de infraestrutura e serviços próprios, assim como o favorecimento à expansão dos negócios. Afinal, o monitoramento pode ser oferecido aos clientes atuais e futuros, o que contribui para uma visão aprofundada da infraestrutura e a geração de novas oportunidades.

Da mesma forma, a eficiência no monitoramento oferece acesso a informações críticas e valiosas para o setor, que podem gerar insights relevantes.

E se eu não fizer, o que acontece?

Os benefícios apresentados ao adotar o monitoramento da infraestrutura de TI também se revertem em danos ao ignorar essa atividade. Os principais são os que estão citados abaixo.

Falhas no sistema

As falhas em sistemas podem causar prejuízos praticamente irreparáveis. Essa situação decorre principalmente de anomalias não identificadas nos equipamentos, que costumam indicar erros futuros. Esse é o caso, por exemplo, de um novo processo, que exige alterações no firewall. Nesse caso, uma aplicação crítica pode ser bloqueada por intervenção humana.

Dificuldade em analisar as métricas

A ausência de monitoramento dificulta a obtenção de dados, que poderiam ser interpretados para gerar insights relevantes. Sua visibilidade ocorre pelo controle da rede, que simplifica a verificação de estatísticas e permite que a empresa determine quais estratégias são melhores para o futuro.

Lentidão dos sistemas

A falta de controle sobre a rede de TI tende a causar gargalos, que levam à lentidão dos sistemas. Eles também permanecem mais estáveis com o monitoramento. Para ter uma ideia, uma pesquisa da empresa de monitoramento Paessler assinala que 43% das organizações que deixam de atuar proativamente perdem cerca de duas horas por semana para solucionar problemas que poderiam ser evitados.

Falta de alinhamento ao negócio

O ato de monitorar a infraestrutura garante que as demandas do negócio sejam devidamente cumpridas. Assim, há um alinhamento maior com o planejamento estratégico, já que são adotadas ferramentas e recursos necessários. Por exemplo: se um dos propósitos é diminuir os custos, é possível aumentar os serviços baseados em cloud computing, Big Data, redes sociais ou mobilidade.

Aumento do custo operacional

O valor de uma hora de inatividade é bastante alto, como vimos anteriormente. Somente essa questão já justifica a importância do monitoramento. A esse aspecto ainda são somados problemas com produtividade, que podem até ultrapassar o período de downtime.

Quais são os tipos de monitoramento?

O controle da infraestrutura de TI pode ser executado de maneiras diferentes. Por isso, é importante conhecer os tipos disponíveis de realização do monitoramento e saber quais são suas características a fim de definir o modelo mais adequado para sua empresa.

Para ajudar nessa tarefa, listamos a seguir os 3 tipos principais.

Simples

Esse formato de monitoramento é pouco complexo, como o próprio nome indica. Apesar de sua facilidade, não é o método mais comum de controle da rede, principalmente porque inexiste a utilização de agentes. Isso significa, em outras palavras, que nada é instalado no objeto monitorado.

O processo ocorre por um sinal, chamado de ping, que faz o monitoramento do item. Quando a informação retorna, indica que o procedimento foi bem executado. Por sua vez, essa réplica gera uma informação com o número 1. Caso o funcionamento esteja prejudicado, a numeração é 0. Devido a suas características, esse é o método mais limitado.

Com agentes

O modelo com agentes é o mais comum nas empresas. A ideia é instalar no sistema um agente do software, que deverá coletar métricas comuns — como dados de CPU e de memória — ou até mesmo personalizadas, que usam scripts complexos. A vantagem é a customização, que atende a demandas específicas da organização.

SNMP

O Simple Network Management Protocol, ou Protocolo Simples de Gerenciamento de Rede, é o ideal para empresas que trabalham com diferentes fabricantes. Esse método não usa agentes, mas tem uma abordagem mais complexa, porque é uma linguagem comum a vários sistemas operacionais e ativos, como Windows, virtual machine Java e Linux.

O monitoramento ocorre por um gerente, que pode consultar (GET) ou solicitar (SET) alterações. O agente é monitorado e gera alertas (TRAP). Com essa dinâmica, o primeiro consegue identificar recursos de análise de dados oferecida pelo sistema.

Ainda existem outros métodos, como o IPMI. Esse é um monitoramento de hardware, que costuma ser utilizado em servidores. Assim, é possível obter informações sobre o estado físico do sistema.

Como executar o monitoramento?

Esse processo agrega valor à organização e a seus clientes. Com os benefícios de redução de custos operacionais, aumento da segurança e outros, é possível alocar melhor os recursos e tornar os sistemas mais rápidos e estáveis.

Porém, a execução do monitoramento nem sempre é simples. É preciso estabelecer uma padronização da atividade para garantir os melhores resultados. Esse propósito pode ser alcançado a partir de algumas ações específicas. Veja em seguida.

Defina métricas

As métricas são sistemas de medidas que quantificam tendências e comportamentos do negócio. Seu objetivo é acompanhar os resultados alcançados para ter uma relação mais transparente e consolidada, que avalie pontos fortes e fracos. A partir dos dados obtidos, é possível tomar decisões mais acertadas, identificar oportunidades, focar a produtividade, reduzir o nível de incertezas e detectar falhas operacionais.

É importante trabalhar com métricas de produtividade, que analisam a performance da companhia a partir de critérios de custo, tempo, segurança, escopo, recursos, ações e qualidade. No entanto, é preciso ir além. Por isso, o indicado é classificá-las para embasar a gestão e torná-la data driven.

Desse modo, se o seu objetivo é diagnosticar problemas, as métricas de produtividade não são as melhores. Nesse caso, é preferível utilizar as de recursos, que identificam problemas e permitem gerar relatórios de monitoramento. Esse é o caso de quedas no sistema, por exemplo.

Gerencie as configurações

A configuração dos equipamentos pode ser uma atividade complexa, especialmente porque, quando incorreta, os prejuízos financeiros tendem a ser grandes. O mais normal é que essa preocupação se refira a mudanças realizadas em equipamentos ou dispositivos, como é o caso da instalação de um firewall ou atualização de software.

Perceba que qualquer erro na gestão das configurações pode causar vazamento de dados sensíveis, atrasos nos trabalhos ou bloqueios nas aplicações críticas. Por outro lado, o gerenciamento adequado aumenta as chances de sucesso, até mesmo porque o gestor consegue identificar possíveis conflitos nas mudanças.

Gere relatórios

Os documentos são essenciais para padronizar o monitoramento da infraestrutura, ao mesmo tempo em que as particularidades são respeitadas. O ideal é utilizar um software apropriado, que possibilite registrar os dados e acessá-los rapidamente em caso de problemas.

Da mesma forma, a geração de relatórios contribui para a análise e a identificação de melhorias. Esse processo ainda pode levar a métodos estratégicos, que resultam na qualidade dos serviços oferecidos. Lembre-se de assinalar informações sobre configurações de hardware e software, informações de rede, processos e outros aspectos relacionados ao negócio.

Conte com softwares de monitoramento

As opções disponíveis no mercado são variadas, mas muitas vezes são pouco flexíveis e restritas. Com uma ferramenta apropriada, o monitoramento é automatizado e a equipe de TI pode se voltar para atividades estratégicas. A consequência é o aumento da produtividade e a melhoria na elaboração de projetos.

Uma opção é usar um software open source, que permite personalizações. No entanto, isso requer um conhecimento aprofundado da plataforma e das rotinas de monitoramento. Por isso, ter um parceiro pode ser interessante.

De qualquer forma, é preciso analisar se todas as demandas serão atendidas e se o sistema é capaz de executar diferentes trabalhos. Quando a aplicação oferece uma performance melhor, costuma ter funções variadas, como alertas e coleta e armazenamento de dados.

Quais características os serviços de monitoramento de infraestrutura de TI devem ter?

Conhecer a importância de adotar recursos de monitoramento exige saber quais características são necessárias para o serviço. Assim, fica mais fácil escolher a opção correta para o seu negócio. Diante desse contexto, verifique a seguir quais funcionalidades são importantes.

Mensuração da disponibilidade dos dispositivos

O software de monitoramento deve ser capaz de medir a disponibilidade dos dispositivos. Contar com ferramentas avançadas é uma maneira simples de saber se servidores, aplicações e ativos de rede funcionam adequadamente e se são necessárias outras funcionalidades.

Geração de relatórios de capacidade

Um dos objetivos do serviço de monitoramento é ter acesso a dados relevantes, que contribuam para a geração de insights. Isso depende de um sistema eficiente, que tenha parâmetros configuráveis para o processo de controle da infraestrutura de TI.

As informações dos relatórios devem ser úteis. Além disso, é melhor que os documentos permitam o acesso remoto. Assim, sempre que necessário, é possível acessar os dados e interpretá-los para tomar decisões acertadas.

Análise do SLA e do SLM

O monitoramento da infraestrutura de TI nem sempre evita a ocorrência de incidentes. Mesmo assim, a atitude proativa identifica problemas no momento em que ocorrem, então eles podem ser solucionados rapidamente. Dessa maneira, é possível cumprir o SLA e o SLM, bem como analisá-los para saber o que precisa ser modificado. Esse controle é essencial para evitar prejuízos e lentidão dos sistemas.

Controle da performance

Os serviços de monitoramento são essenciais para saber como está o desempenho da rede e obter dados que levam a decisões precisas. Por isso, uma funcionalidade relevante são as ferramentas de coleta de informações e inteligência, que facilitam a visualização dos indicadores de performance e possibilitam eliminar problemas. Com isso, há a redução do tempo de inatividade e do índice de ocorrências.

Atendimento das melhores práticas de TI

A manutenção do compliance em TI, como a ISO 9001:2008 e a ITIL v3. O primeiro é um modelo de qualidade, que assegura a padronização dos processos e permite buscar melhorias constantes. Já o segundo é um framework de gerenciamento de serviços que contribui para o alcance dos objetivos e assinala os melhores critérios de controle da infraestrutura.

A partir dessas ações, a infraestrutura segue as medidas mais importantes do mercado, o que permite que os projetos sejam bem delineados e que o fornecedor tenha mais confiança nos requisitos de SLA e outros.

Como analisar os dados obtidos no monitoramento?

Com tudo que vimos até aqui, chegamos à parte final, que também é uma das mais importantes. Afinal, se o monitoramento da infraestrutura de TI simplifica a coleta de dados, também é necessário saber analisá-los para garantir o alcance de melhorias.

Nesse momento, é preciso entender que a equipe deve ser qualificada e ter acesso a dados relevantes. Caso contrário, é difícil encontrar os gargalos da infraestrutura e solucionar os problemas. Por isso, é indicado contar com um software para essa finalidade, como já mencionamos, para evitar a perda de tempo dos colaboradores com uma atividade bastante operacional.

Tenha em mente que o sistema será incapaz de resolver todos os incidentes isoladamente. É preciso agregar o conhecimento dos colaboradores e fazer uma gestão eficaz da ferramenta. Desse modo, é possível analisar os dados com precisão e descobrir aspectos que exigem um cuidado maior. Fica claro que a análise dos dados precisa ser efetuada por gestores dedicados, certo?

Em resumo, com uma ferramenta apropriada e uma equipe capacitada, você consegue fornecer flexibilidade, agilidade, customização e crescimento. O resultado é o atendimento das necessidades organizacionais.

Se sua empresa ainda não executa o monitoramento de infraestrutura de TI, chegou o momento de mudar isso. É por meio desse trabalho que você consegue identificar aspectos que precisam ser melhorados, antecipar-se a problemas e tendências e solucionar os incidentes com agilidade.

O resultado é o aumento da eficiência e da satisfação dos usuários — o que, inclusive, vai contribuir para a conquista de vantagem competitiva. Então, que tal aplicar essas ideias?

Agora que você já entende mais sobre esse assunto, sabe como ele está diretamente relacionado à vida útil dos equipamentos. Aproveite e conheça 10 sintomas de defasagem tecnológica que você não pode ignorar.

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