Positivo do seu jeito

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Como o Google usará smartphones para prever terremotos

O smartphone que você carrega no bolso em breve se transformará em uma poderosa arma para prever terremotos. Essa é a proposta do Google com a criação do Android Earthquake Alerts System, um sistema com participação voluntária que deve se tornar a maior rede de detecção de terremotos do mundo.

O anúncio foi feito na primeira quinzena de agosto e todos os smartphones que rodam o sistema operacional Android, a partir da versão 5.0, serão compatíveis. Ao transformar os celulares em potenciais sismômetros os usuários receberão alertas em tempo real sempre que alguma situação emergencial estiver prestes a acontecer.

Prevenção de terremotos via celular: como funciona?

A iniciativa do Google já vem sendo estudada há alguns anos e finalmente parece estar pronta para entrar em ação. Sismógrafos, aparelhos que medem movimentações nas placas tectônicas, são aparelhos caros e inacessíveis para a maioria da população. Entretanto, os smartphones têm um potencial similar de detectar certos tipos de movimento a partir do acelerômetro.

Sempre que esse sensor detectar algum tipo de movimento anômalo um sinal será enviado para o Android Earthquake Alerts System com a localização aproximada do aparelho. Se mais celulares na mesma área emitirem o mesmo tipo de sinal isso indica que há um padrão de tremor em curso. As informações são processadas pela central e redistribuídas aos usuários em forma de alerta.

“Cada telefone é capaz de detectar que algo como um terremoto está acontecendo, mas você precisa de um conjunto de telefones para saber com certeza que é um terremoto acontecendo”, explicou Marc Stogaitis, principal engenheiro de software da Google. Ou seja, ainda que um smartphone isoladamente emita um sinal de abalo sísmico será necessário ter a confirmação de outros aparelhos na região para comprovar que se trata de um alarme positivo.

Participação no projeto é voluntária

Ainda que os usuários de Android não precisem fazer absolutamente nada participar do programa, pois o sistema será capaz de funcionar de forma automática, o Google garante que a inscrição no serviço será voluntária, ou seja, o usuário terá que aceitar os termos de utilização do programa.

A empresas garante que os dados disponíveis a partir desse sistema são suficientes para identificar rapidamente o epicentro do tremor. Entretanto, vale lembrar que esses alertas serão emitidos com um tremor já em curso, ainda que em menor intensidade. Portanto, pode ser que em alguns casos não haja tempo hábil para evacuar uma região, mas os usuários poderão ganhar segundos preciosos para se protegerem.

Por fim, o Google garante que o sistema foi pensado de maneira a não consumir a bateria do celular, o que permite que sua execução permaneça em segundo plano sem comprometer o desempenho do aparelho. Como não serão utilizados dados exatos de localização — apenas aproximados — também não há riscos com relação à exposição de privacidade.

O serviço começa a funcionar já no mês de setembro na Califórnia, nos Estados Unidos, estado em que esse tipo de fenômeno ocorre com relativa frequência. Ainda não há previsão de quando o sistema será expandido para outras localidades, incluindo o Brasil. Entretanto, a empresa dará preferência para regiões nas quais tremores são mais recorrentes, o que felizmente não é o caso do nosso país.

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